A intercooperação Soli3, formada por Cotrijal, Cotripal e Cotrisal, recebeu a licença para instalação da indústria de processamento de soja para a produção de biodiesel. O documento autoriza o início das obras do empreendimento, que será implantado em Cruz Alta/RS. A entrega foi realizada nesta quinta-feira, 18 de junho, pelo governo do estado do Rio Grande do Sul, no Palácio Piratini, em Porto Alegre/RS.
A entrega da licença finaliza o processo de licenciamento ambiental, com o cumprimento de todos os requisitos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O investimento previsto é de cerca de R$ 1,25 bilhão, composto por valores aplicados pelas cooperativas, investimento próprio e linhas de crédito para inovação. A indústria irá produzir óleo degomado, biodiesel, farelo de soja e casca peletizada, com faturamento projetado em R$ 2,5 bilhões por ano.
“A partir desse empreendimento, vamos participar ativamente da produção brasileira de biocombustíveis, que é um mercado muito importante por contribuir para a redução da poluição por combustível fósseis. Em vez de exportarmos grãos de soja in natura, vamos transformá-los em novos produtos e gerar riqueza dentro do estado, beneficiando nossos associados e fortalecendo a economia gaúcha. Essa é a principal finalidade da Soli3”, ressalta o presidente da Cotripal e da Soli3, Germano Döwich.
Com a união de Cotrijal, de Não-Me-Toque/RS, Cotripal, de Panambi/RS, e Cotrisal, de Sarandi/RS, a intercooperação abrange mais de 100 municípios, atendendo mais de 35 mil associados. As cooperativas contam com capacidade de armazenamento de 2,8 milhões de toneladas de grãos (mais de 46 milhões de sacas).
“Esta grande indústria irá gerar benefícios para todas as regiões que compõem as áreas de atuação das cooperativas. Com certeza, será um marco histórico, pois vamos transformar matéria-prima em produtos com valor agregado, gerando benefícios econômicos significativos para as cooperativas e para o Rio Grande do Sul”, enfatiza o presidente da Cotrijal, Nei César Manica.
O início das obras está previsto para 1º de julho, quanto iniciará a execução da terraplanagem, preparando o terreno para a construção do complexo industrial, e a montagem do canteiro de obras. A estrutura da indústria terá 75 mil metros quadrados construídos em uma área total de 138 hectares. As obras devem gerar mil empregos diretos.
“Além de agregar valor à produção dos nossos associados, o projeto será um importante vetor de desenvolvimento econômico, com a geração de empregos diretos e indiretos durante a construção e a operação da indústria. A Soli3 tem um papel fundamental para o fortalecimento da cadeia produtiva, reforçando nosso compromisso com crescimento sustentável das cooperativas e das regiões onde estamos inseridos”, completa Walter Vontobel, presidente da Cotrisal.
Além dos postos de trabalho abertos para a execução das obras, as operações da indústria irão gerar 150 empregos diretos e aproximadamente 500 empregos indiretos. “Esses investimentos mostram que o Rio Grande do Sul está preparado para crescer com responsabilidade e sustentabilidade. Estamos criando as condições para atrair grandes empreendimentos, fortalecer nossas cadeias produtivas estratégicas e gerar mais emprego, renda e oportunidades para os gaúchos”, afirmou o governador Eduardo Leite.
A cerimônia de entrega da licença contou com a presença do vice-governador, Gabriel Souza, do secretário-geral de Governo, Artur Lemos, da secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, do secretário de Desenvolvimento Econômico, Leandro Evaldt, do presidente em exercício da Fepam, Gabriel Ritter, do gerente executivo de engenharia da Soli3, Diego Piotto, do conselheiro de Administração da Cotrijal Mauro João Giacobbo e o assessor Jurídico da Cotripal, Arno Malheiros dos Santos.
A Soli3 terá capacidade de armazenagem de 160 mil toneladas de grãos. Na primeira fase de operação, a capacidade de processamento será de três mil toneladas de soja por dia, totalizando um milhão de toneladas do grão por ano. Com isso, a produção de biocombustível deve alcançar 600 toneladas/dia, o que corresponde a 200 mil toneladas por ano.
Na segunda fase, está previsto o aumento da capacidade de processamento de soja para 7,2 mil toneladas por dia, um total de 2,6 milhões de toneladas ao ano. Nessa fase, o complexo industrial deve produzir 1,5 mil toneladas por dia de bicombustível, totalizando 500 mil toneladas de combustível renovável por ano.
A Soli3 irá contar com uma moderna estrutura operacional, se destacando com uma das esmagadoras de maior nível tecnológico e de segurança operacional do Brasil. O complexo será equipado com um Centro de Operações Integradas (COI) que irá centralizar toda as atividades da planta industrial em uma sala de operações, monitorando todos os processos realizados internamente.
A indústria também está entre as primeiras do setor no Brasil a operar com a tecnologia “gêmeo digital”. O sistema consiste em uma simulação virtual que replica com exatidão a planta industrial de forma digital. O modelo monitora as operações e realiza simulações, oferecendo soluções e reduzindo custos, além de antecipar eventuais problemas operacionais, contribuindo para a prevenção.
Com informações da Cotrijal.


















