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Artigo – Bairro Progresso a um Passo de Tornar-se um Bairro Sustentável – LEPC A

Por Gabriel de Carvalho Nunes, Cléber dos Santos Santo, Daniel Frantz, Emili Tavares, Larissa Freitas Machado, Milena de Souza Linhares, Rosileni Jackisch e Scheila Luiza Justen

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho foi desenvolvido no contexto da disciplina de Laboratório de Empreendedorismo e Práticas Comunitárias A, com o intuito de contribuir para o fortalecimento da sustentabilidade urbana no Bairro Progresso, em Santa Cruz do Sul – RS. Alinhado com os objetivos da ODS 11 da Agenda 2030 da ONU – “Cidades e comunidades sustentáveis” – este estudo busca compreender os principais desafios enfrentados por essa comunidade e propor soluções práticas e participativas que envolvam diretamente os moradores, a escola local e entidades parceiras.

A escolha do Bairro Progresso se justifica por sua história de crescimento acelerado e carências em infraestrutura, educação ambiental e espaços públicos adequados. A realidade vivida pelos moradores revela problemas como acúmulo de lixo, ausência de planejamento urbano, insegurança e degradação ambiental, especialmente em torno do Lago Fasolo. Diante desse cenário, o grupo propõe ações integradas que envolvem educação ambiental, reciclagem, compostagem, revitalização de espaços verdes e criação de hortas comunitárias, buscando transformar o bairro em um espaço mais limpo, saudável e sustentável.

A metodologia adotada foi baseada em levantamentos comunitários, análise SWOT, reuniões em grupo, diagnósticos locais e o desenvolvimento de projetos colaborativos com foco em soluções de baixo custo e alto impacto social. A estrutura do trabalho está organizada em etapas que vão desde a identificação dos problemas até a formulação e detalhamento de propostas concretas e viáveis, fundamentadas na participação ativa da comunidade e em parcerias estratégicas.

Com isso, espera-se fomentar uma cultura de pertencimento e corresponsabilidade entre os moradores do Bairro Progresso, promovendo melhorias reais na qualidade de vida e preparando o território para um futuro mais sustentável.

2. IDENTIFICAÇÃO DO GRUPO

Este grupo de estudo está composto por 8 componentes Cléber dos Santos Santo, Daniel Frantz, Emili Tavares, Gabriel de Carvalho Nunes, Larissa Freitas Machado, Milenas de Souza Linhares, Rosileni Jackisch e Scheila Luiza Juste, sendo 4 do curso Licenciatura em Letras, 3 de Licenciatura em História e 1 em Licenciatura em Geografia na Universidade de Santa Cruz do Sul, UNISC. O nome fantasia desse grupo é “Cidade do Amanhã”, e possui como perfil de atuação como objetivo tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, junto da comunidade familiar e escolar do Bairro Progresso de Santa Cruz do Sul, RS.

O grupo possui como missão socializar com os alunos do bairro para ter-se noção dos problemas presentes no bairro e melhorar a comunidade, com reciclagem do lixo, criando horta comunitária, inserindo mais árvores no local,etc; assim podendo propor atividades em conjunto da comunidade escolar e familiar, contribuindo para uma cidade mais sustentável.

Já quanto à visão, esse grupo propõe-se a ser um grupo de solidariedade com a comunidade e órgãos públicos, para uma cidade sustentável, tendo como foco o trabalho comunitário.

O problema que motiva esse grupo a pensar e agir é: “Qual a cidade que encontro hoje e qual cidade que quero poder encontrar “amanhã”? Como posso ajudar enquanto escola para uma cidade mais sustentável, começando pelo meu Bairro Progresso de Santa Cruz do Sul, RS?”

O grupo propõe-se a chamar a atenção da comunidade familiar da escola juntos trabalharem e pensarem como podem melhorar o ambiente escolar e seu bairro, sendo assim inicialmente o grupo irá:

-Conversar com os integrantes do convívio escolar (Famílias dos alunos) -Entender as carências que encontra no bairro.

-Ajudar com a reciclagem e conscientizar como funciona a separação do lixo.

-A partir da reciclagem, podendo criar brinquedos e ajudar na hora da destinação correta.

-Recolhimento de óleo.

-Trabalhos comunitários com alunos e seus familiares, com limpeza de pracinhas e praças ou de ruas que se encontram com mais dificuldades.

-Criação de uma horta comunitária, perto da escola para que os alunos possam cuidar juntos dos educadores e disponibilizar esses alimentos no uso escolar e familiar.

-Campanhas de vacinação.

-Recolhimento de agasalhos.

Por fim, o público que deverá receber a atenção e as ações deste grupo é composto por todos os moradores do Bairro Progresso de Santa Cruz do Sul, RS.

3. MATRIZ SWOT

Forças

1. CONSCIENTIZAÇÃO: Somos um grupo que temos plena consciência da importância de cidades e lugares sustentáveis com comunidades resilientes e unidas.

2.GESTÃO DE RESÍDUOS: Temos na escola do bairro um parceiro em sustentabilidade no quesito coleta de resíduos e materiais recicláveis.

3.PARCERIAS E COLABORAÇÃO: Como parceiros indiretos temos empresas que recolhem e coletam esses materiais que ao invés de estarem poluindo o meio ambiente, reutilizando ou dando um descarte adequado.

  1. LEGISLAÇÃO E POLÍTICAS: A legislação garante às empresas parceiras, descontos em impostos e tributos como forma de incentivo a essas boas práticas.
  2. CONSCIÊNCIA AMBIENTAL: A crescente consciência ambiental da população vem aumentando, ainda que lentamente, apesar de todos os desastres ambientais que tem ocorrido nos últimos tempos, ainda assim estão promovendo mudanças comportamentais e apoiando a sustentabilidade urbana.
  3. INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO :Investimentos em educação e conscientização na escola, está sendo um forte aliado.
Oportunidades

  1. CRESCIMENTO URBANO PLANEJADO: A prefeitura de Santa Cruz do Sul, ao longo dos últimos anos vem investindo em condomínios planejados para atender à população mais carente, fazendo com que essas pessoas tenham a seu dispor direitos básicos como coleta de lixo.
  1. Investimentos em tecnologias verdes: Investimentos em tecnologias verdes, como energia renovável e transporte sustentável, podem ser uma oportunidade para reduzir o impacto ambiental das cidades.
  2. PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS: As empresas investem em horta orgânica na escola por exemplo, onde os alunos aprendem a utilizar materiais orgânicos como adubo para as hortaliças que são plantadas por eles mesmos, e que são distribuídas entre eles quando estão prontas para consumo.
  3. AUMENTO DA CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL: O aumento da conscientização ambiental da população ´não só do bairro mas como em geral, é uma oportunidade para promover mudanças comportamentais e apoiar políticas de sustentabilidade urbana,e a escola do bairro tem feito um forte trabalho neste âmbito.

 

Fraquezas

  1. Falta de recursos financeiros: A falta de recursos financeiros via verbas governamentais para implementar projetos de desenvolvimento sustentável tem atrasado o desenvolvimento mais acelerado do projeto de sustentabilidade na escola.
  2. Infraestrutura inadequada: A faltade um espaço adequado para alocar os materiais recolhidos até serem redirecionados e um local adequado para a fabricação do sabão por exemplo. 3. Planejamento urbano deficiente: Por mais que a comunidade já possa contar com a escola para algumas práticas, ainda não é suficiente tendo em vista a alta demanda da comunidade.
  1. Falta de conscientização ambiental: mesmo que o movimento entre a escola tenha crescido, ainda não é o suficiente em termos de engajamento pela população.
  2. Burocracia excessiva: A burocracia excessiva acaba barrando muitas vezes na implementação de projetos de desenvolvimento sustentável em cidades, pois pode atrasar ou impedir que de fato saiam apenas da ideia ou do planejamento.
  3. Falta de participação comunitária: A falta de participação comunitária ocasiona se limita a eficácia das políticas e projetos de desenvolvimento sustentável.
Ameaças

  1. Mudanças climáticas: As mudanças climáticas podem ser uma ameaça para as cidades, pois podem aumentar a vulnerabilidade a desastres naturais e afetar a infraestrutura urbana, e neste bairro não é diferente,ali temos por exemplo, córregos a céu aberto que se acontecerem grandes volumes de chuvas acabam afetando muitas famílias e suas casas.
  2. Crescimento urbano descontrolado: O crescimento urbano descontrolado pode ser uma ameaça para a sustentabilidade e resiliência da cidade, pois as pessoas por não terem onde morar acabam invadindo áreas verdes ou de proteção ambiental
  3. Falta de recursos financeiros: A falta de recursos financeiros ainda é uma realidade em todas as comunidades, e este é um dos principais bairros que precisam de uma atenção mais voltada para estas pessoas.
  4. Desastres naturais: Desastres naturais como inundações ocorrem no bairro por haver ali um córrego e com muitas moradias ao seu redor,que não deveriam existir ali.
  5. Poluição ambiental: A poluição ambiental pode ser uma ameaça para a saúde e bem-estar dos cidadãos, pois por se tratar de uma parcela muito carente, inúmerass pessoas apelam por vender fios de cobre, e para retirar o plástico desses fios, eles ateiam fogo, o que acaba ocasionando a poluição e muitas vezes o adoecimento das pessoas.
  6. Perda de biodiversidade: A perda de biodiversidade se dá por conta da má distribuição da população e suas ocupações, degradando assim a fauna e a flora desses lugares.
  7. Poluição do ar e da água: A poluição do ar e da água acaba se dando por conta da desinformação das pessoas que têm maus hábitos como jogar lixo nos córregos e rios, por exemplo.
  8. Riscos de incêndios urbanos: Riscos de incêndios urbanos são uma ameaça a todo momento, pelo hábito de uma parte da população de atear fogo em montes de lixo e vegetação.

4. LEVANTAMENTO E ANÁLISE DE INFORMAÇÕES

4.1 Qual a importância de uma cidade sustentável?

A importância de uma cidade sustentável está na capacidade de conciliar o desenvolvimento urbano com a proteção do meio-ambiente. O termo sustentável é um conceito para o futuro de uma cidade, pois elas precisam ser capazes de atender às necessidades das gerações atuais sem comprometer as necessidades das futuras gerações.

Elas têm um baixo impacto ambiental porque utilizam recursos naturais de forma eficiente e reduzem o lixo, a poluição do ar e da água e o consumo de energia.

Essas cidades são economicamente viáveis porque têm um bom planejamento urbano, utilizam tecnologias limpas e atraem investimentos. Elas oferecem boas condições de vida às pessoas porque têm transporte público eficiente, espaços verdes, educação de qualidade e serviços públicos adequados.

4.2 Quais seriam os desafios para se ter uma cidade sustentável?

Uma cidade sustentável é planejada visando a melhoria e a dignidade da população, preservação do meio-ambiente e crescimento econômico, segundo Santos, E. L et al. (2022). Para estes autores, em uma visão mais ampla, os desafios encontrados para uma cidade mais sustentável estão:

  1. Aumento da demanda por energia: Com o crescimento da população urbana e o aumento da urbanização, a demanda por energia também está aumentando. Isso tem um impacto negativo no meio ambiente, uma vez que a maioria das fontes de energia (como petróleo, carvão e gás natural) são nocivas para o meio ambiente. Além disso, o aumento do consumo de energia também leva à escassez de recursos naturais e à elevação dos preços desses recursos.
  2. Impacto ambiental negativo das atividades urbanas: As atividades urbanas (como tráfego intenso, indústrias poluidoras, etc.) têm um impacto negativo significativo no meio ambiente. Esses impactos podem ser reduzidos com medidas como controle do tráfego, melhorias na gestão dos resíduos sólidos, etc., mas isso requer investimentos significativos por parte das autoridades municipais.
  3. Pobreza urbana: A pobreza é um problema grave nas grandes cidades e isso tem um impacto negativo na sustentabilidade dessas cidades. A pobreza leva à falta de moradia adequada, à falta de acesso à água potável e saneamento básico, à falta de educação e saúde adequadas, entre outros problemas que afetam diretamente a sustentabilidade das cidades.
  4. Desigualdade social: A desigualdade social é outro problema grave nas grandes cidades que afeta diretamente sua sustentabilidade. A desigualdade social leva à falta de igualdade de oportunidades na educação, saúde e emprego; à concentração de renda nas mãos de poucas pessoas; às favelizações; entre outros problemas sociais que afetam diretamente as condições de vida da população urbana.

Agora focando apenas no estado do Rio Grande do Sul, vemos que além desses desafios, os eventos climáticos extremos afetaram o aprimoramento da qualidade de vida nas cidades e nos assentamentos humanos. É o que aponta o estudo divulgado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) sobre o ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis. Estima-se que cerca de 96.230 pessoas foram atingidas por esses eventos.

4.3 As cidades mais sustentáveis do Rio Grande do Sul

Vamos agora nos atentar mais para o estado do Rio Grande do Sul. Segundo o ranking feito pela Bright Cities e publicado pelo site Transforma RS, lista um top10 das cidades que vem tendo um melhor desempenho para com a sustentabilidade.

Vamos para o ranking:

(Fonte: Bright Cities)

Esse ranking é baseado em 40 indicadores, dividido em 5 pilares definidos pela Bright Cities:

  1. Prosperidade
  2. Bem-Estar
  3. Gestão
  4. Infraestrutura e Serviços básicos
  5. Segurança

O Ranking de Cidades Sustentáveis vai além de uma simples lista de municípios. Ele serve como um importante instrumento para:

Promover a sustentabilidade: Incentive as cidades a implementarem políticas públicas e ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

Compartilhar boas práticas: Permite que os municípios aprendam uns com os outros e implementem soluções inovadoras em suas cidades.

Cobrar dos governos: A sociedade civil pode utilizar o ranking para cobrar dos governos municipais ações mais efetivas em prol da sustentabilidade.

5. O Bairro Progresso, Santa Cruz do Sul

O Bairro Progresso está localizado na zona sul de Santa Cruz do Sul, no estado do Rio Grande do Sul. Foi oficialmente criado em 22 de dezembro de 2010, por meio da Lei Municipal nº 6.104, desmembrando-se de áreas que antes pertenciam ao Bairro Capão da Cruz e à Vila Santo Antônio do Sul. O nome “Progresso” foi escolhido para refletir o desenvolvimento acelerado da região, impulsionado pela proximidade com o Distrito Industrial e com a BR-471. Historicamente, a ocupação do bairro começou de forma informal nos anos 1970, quando trabalhadores atraídos pelas indústrias fumageiras do Distrito Industrial passaram a construir moradias às margens da antiga ferrovia que ligava Santa Cruz do Sul a Rio Pardo. Essa ferrovia operou entre 1905 e 1965 e teve papel importante na formação inicial da comunidade.

Atualmente, o bairro conta com aproximadamente 959 unidades residenciais, quatro propriedades agropecuárias, 26 empreendimentos comerciais, uma indústria e um ponto de prestação de serviços. Em 2010, o IBGE estimava cerca de 2.244 moradores, número que cresceu com a entrega do Residencial Santo Antônio em 2012, composto por 260 apartamentos distribuídos em 14 blocos habitacionais.

A infraestrutura do bairro inclui a Escola Municipal de Ensino Fundamental Guilherme Hildebrand, a Escola de Educação Infantil Progresso, a unidade de saúde da Estratégia da Família (ESF Progresso) e o atendimento do CRAS Central, que distribui mais de 700 refeições mensais. Entre as principais vias estão a Avenida Deputado Euclydes Nicolau Kliemann e as ruas Capão da Cruz, Arthur Alberto Rabuske e Cidirlei da Silveira Ramos.

5.1 Problemas do Bairro

Apesar de avanços pontuais, como a construção de uma travessia de madeira ligando o Beco do Cleber ao Loteamento Eucaliptos, moradores relatam carências significativas. A ausência de calçadas em algumas ruas compromete a mobilidade, especialmente para idosos e pessoas com deficiência. Além disso, a falta de espaços de lazer adequados, como praças bem cuidadas e áreas para atividades esportivas, limita as opções de recreação para a comunidade.

O transporte coletivo é outro ponto crítico. Após a pandemia de COVID-19, houve uma redução nos horários de ônibus, afetando principalmente os moradores que dependem desse serviço para deslocamentos diários. A escassez de horários fora dos períodos de pico dificulta o acesso a serviços essenciais e compromete a rotina dos residentes.

A segurança é uma das maiores preocupações dos moradores. Incidentes como tiroteios frequentes, assaltos e presença de armas ilegais têm sido registrados, especialmente no Residencial Santo Antônio. Esses episódios geram um clima de insegurança, afetando a qualidade de vida e o bem-estar da população local.

O Lago Fasolo, localizado no bairro, é um exemplo de espaço público com potencial subutilizado. Apesar de promessas de revitalização, o local continua degradado, servindo como depósito de esgoto e apresentando riscos à saúde pública. A falta de ações concretas para a recuperação do lago evidencia a negligência com questões ambientais na região.

Essa reclamação teria partido dos próprios moradores da localidade, pois além de atrapalhar na locomoção, com esse acúmulo de lixo estavam proliferando animais e pragas. Ainda segundo moradores, os descartes do lixo são feitos pela janela de suas casas.

O bairro Progresso, em Santa Cruz do Sul, tem crescido bastante nos últimos anos. Com esse crescimento, também surgem desafios para manter o bairro limpo, bem cuidado e sustentável. Para isso, algumas ideias e ações podem fazer a diferença no dia a dia da comunidade.

Uma iniciativa importante já em andamento é o uso de energia solar. Algumas escolas municipais, como a EMEF Guilherme Hildebrand, no próprio bairro Progresso, já estão usando placas solares para gerar energia limpa. Isso não só reduz os gastos com eletricidade como também mostra aos alunos e moradores que é possível cuidar do meio ambiente com atitudes práticas.

Outro ponto importante é o lixo. Muitas pessoas ainda jogam lixo em locais inadequados ou misturam o lixo reciclável com o orgânico. A coleta seletiva pode ajudar muito nisso, mas ela precisa ser bem divulgada. Além disso, campanhas nas escolas e nas ruas podem ensinar a população como separar corretamente os resíduos e por que isso é importante.

A educação ambiental, principalmente nas escolas, é fundamental. Ensinar as crianças desde cedo a cuidar da natureza e a respeitar os espaços públicos pode transformar a maneira como o bairro é tratado no futuro. Projetos como hortas escolares e atividades de reciclagem são bons exemplos de como isso pode ser feito.

Também é necessário pensar nos espaços verdes. Criar mais áreas com árvores, bancos e sombra melhora a qualidade de vida, além de ajudar na temperatura e na absorção da água da chuva. Sistemas de drenagem e calçadas ecológicas também ajudam a evitar alagamentos e a cuidar melhor das águas da chuva.

No fim das contas, tornar o Progresso um bairro mais sustentável não depende só do poder público. Os moradores também têm um papel muito importante. Se cada um fizer sua parte, o bairro pode se tornar exemplo para outras regiões da cidade.

6. ORIGEM DO PROBLEMA

A origem do bairro Progresso se deu por volta de 1970, com a chegada de indústrias do setor fumageiro. Pessoas interessadas na oportunidade de emprego, migraram da região e aqueles com menor poder aquisitivo começaram a formar uma vila na região, isso resultou em um crescimento desordenado e acelerado.

Devido a situação precária a falta de conscientização a falta de infraestrutura o local se desenvolveu com grandes níveis de poluição comparado ao restante da cidade. Apresenta-se poluição na água por conta do descarte de lixo por parte dos moradores em um lago local. O mesmo acontece com o solo, que apesar da prefeitura mandar periodicamente máquinas para o recolhimento de lixo que ficam acumulados a céu aberto, a falta de conscientização e falta de melhores soluções fazem com que o problema não seja solucionado.

A poluição no ar se dá devido à queima de lixos e ao grande fluxo de veículos que transitam na BR 471 e na região. A falta de planejamento e assistência por conta das autoridades, a desigualdade social e a falta de conscientização, fizeram com que o bairro Progresso não seja hoje em dia um bairro sustentável.

7. OBJETIVO

Desenvolver um projeto de educação ambiental e conscientização na comunidade escolar do bairro Progresso, visando reduzir a poluição e promover práticas sustentáveis, para a construção de uma cidade mais sustentável e resiliente, alinhada com a ODS 11. Por ser um bairro em torno das fumageiras e da poluição que as mesmas produzem, é necessário atentar-se para a questão sustentável a fim de reduzir os danos ao máximo, contando com o apoio da comunidade. Nosso projeto é importante pois irá trazer uma maior conscientização ambiental, ensinando a comunidade local sobre a importância da sustentabilidade e da redução da poluição, assim como o incentivo de práticas sustentáveis com participação comunitária que, além de conscientizar, também irão ensinar essas pessoas a cuidarem melhor do meio ambiente em que vive sua comunidade, com práticas eficientes e rentáveis, de fácil acessibilidade para todos.

8. REGISTRO DE ATIVIDADES DO GRUPO

17/04/2025: Neste dia o grupo se reuniu para elaboração e iniciação do diagnóstico para a disciplina de “Laboratório de Empreendedorismo e Práticas Comunitárias A”.

Entraram em consenso que a ODS escolhida é a ODS 11.

O grupo foi apresentado ao diagnóstico onde tirou suas primeiras impressões e separou a tarefa de cada componente e com o quê cada um iria realizar para o trabalho.

O grupo criou um grupo de whatsapp para a melhor organização do trabalho, definindo o tópico de cada integrante. Com 7 componentes presentes no dia, sendo o grupo formado por 8 no total, uma colega faltou no dia por problema de saúde.

Sendo definido assim o que cada componente iria ficar responsável:

1.Identificação do grupo, estética final e Slides: Scheila e Larissa

2.Matriz SWOT: Rosi

3.Levantamento e análise de informações: Daniel e Emili

4.Origem do problema e causas: Cleber

5.Objetivos: Milena

6.Registro de atividades do grupo: Gabriel

24/04/2024: o grupo se reuniu em sala de aula onde discutiu sobre a continuação da elaboração do diagnóstico, visando melhoras no desenvolvimento do projeto. Os 7 componentes presentes, sendo 8 no total, aprimorou o trabalho tirando dúvidas e com o professor Renato em sala de aula, norteando melhor as ideias e os caminhos a serem tomados.

01/05/2025: o grupo se reuniu de forma virtual no grupo do whatsapp. Sendo feriado do Dia do Trabalhador, não tendo aula, trabalhamos em forma de mensagens e discussões sobre o que faltava para a conclusão do diagnóstico. Integrantes do grupo foram enviando suas partes do trabalho já realizadas.

08/05/2025: Nesse dia, foi discutido em grupo o que faltava, os detalhes finais, Professor Renato conversou com o grupo por uns 15 min, para alinhamento do trabalho. Todos já haviam enviado suas partes para ser depositado no relatório.

9. PRINCIPAIS DESAFIOS ENCONTRADOS PELO GRUPO

-Nem todos do grupo são da mesma cidade, principalmente da cidade de Santa Cruz do Sul, RS, onde se localiza o Bairro Progresso, ocasionando uma dificuldade de achar informações a respeito do bairro.

-Falta de foco do grupo durante os encontros, nos momentos de trocas de ideias.

-Dificuldade na formatação do trabalho.

-Poucas fontes de informações a respeito do bairro.

10. REGISTRO DE IDEIAS

PROPOSTA A:

1. Nota-se a necessidade de se fazer um projeto junto a prefeitura para compra de lixo reutilizável, incentivando as pessoas a separarem o os resíduos através da conscientização e ganhos financeiros.

Será necessário a parceria com uma empresa que receberia o lixo e pagaria por ele. A prefeitura investiria no projeto de conscientização e espaços adequados para a separação.

Caberia ao nosso grupo o estudo dos processos de implementação, o planejamento e o levantamento de dados, custeado pela prefeitura e empresas parceiras. 2- Conscientização a médio longo prazo através da educação, nesse caso a escola também seria uma parceira, a prefeitura e empresas parceiras teriam que contribuir com fundos para implementação do projeto, para elaboração de lugares apropriados para descarte de lixo.

O espaço amplo deverá ser doado pela prefeitura para a implementação do projeto. Caberá ao nosso grupo o levantamento de dados e custo, o planejamento do projeto, e o trabalho junto a escola de conscientização de hábitos sustentáveis, intitulado Projeto “Progresso Limpo” – Solução para o lixo nas ruas.

A. Diagnóstico

O bairro progresso enfrenta com o descarte irregular de lixo, acúmulo em locais impróprios e pouca adesão à coleta seletiva. Falta conscientização ambiental e há deficiência na infraestrutura (poucas lixeiras e contêineres, ausência de mutirões e comunicação ineficaz).

  1. Objetivo

Reduzir o lixo nas ruas por meio de ações combinadas de educação, estrutura, incentivo e fiscalização, promovendo maior consciência.

  1. Ações Propostas

I. Campanha de Educação Ambiental:

    • Oficinas em escolas.
    • Cartazes e panfletos distribuídos em pontos estratégicos.
    • Divulgação por redes sociais e rádio/ jornal.

II. Instalações de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs):

● 10 contêineres para coleta seletiva espalhados pelo bairro.

  1. Mutirões de Limpeza:
    • Atividades mensais com envolvimento de moradores, voluntários e ONGs.
  2. Programa “Lixo que vira desconto”.
    • Moradores trocam recicláveis por cupons em mercados locais.
  1. Fiscalização:
    • Aumento da fiscalização de órgãos ambientais e uma maior frequência de caminhões de lixo.
  2. Custeio Estimado
    • Criação de matérias: R$ 3.000
    • Oficinas e palestras: R$ 5.000
    • 10 Pontos de Entrega Voluntária: R$ 20.000
    • Logística dos mutirões: R$ 4.000
    • Sistema de cupons QR code: R$ 8.000
    • Divulgação em mídias locais: R$ 2.000

Custo total estimado: R$ 42.000

  1. Possíveis Parcerias
    • JTI (Japan Tobacco International) – Já atua com ações ambientais e responsabilidade social.
    • Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil) – Forte presença no município, já apoia projetos ambientais e educativos.
    • Grupo Miller Supermercados – Rede que pode fornecer cupons em troca de recicláveis.
    • Transportes Lösch – Pode apoiar com logística nos mutirões de limpeza.
    • Jornal Gazeta do Sul – Apoio na divulgação e campanha de conscientização.

Objetivo

Criar um movimento de educação e sensibilização ambiental, envolvendo os alunos de escolas do Bairro Progresso como protagonistas, e fazendo a mensagem se espalhar da escola para o bairro.

PROPOSTA B:

    1. Campanha com QR Codes

Instalação de placas com QR codes em locais estratégicos ao redor da escola (poste, muro, praça, ponto de ônibus).

Ao escanear, o morador acessa conteúdos como vídeos curtos, depoimentos de alunos, professores e de outros moradores, ilustrações e dados sobre o impacto do lixo. Tudo produzido pelos próprios alunos e com apoio pedagógico, junto com nossa organização.

    1. Criação de um aplicativo para monitoramento de coleta de lixo e informações ambientais.

Módulos principais do app:

    • Mapa interativo do bairro: usuários marcam pontos com acúmulo de lixo ou descarte irregular;
    • Calendário da coleta oficial: dias e horários atualizados da coleta;
    • Notificações e alertas: sobre coleta, mutirões, campanhas de conscientização; ● Central de denúncias: envio de fotos/ vídeos e localização de focos de lixo;
    • Educação ambiental: artigos, vídeos, curiosidades e incluindo os QR codes produzidos por alunos e professores.
    • Ranking: para saber qual lugar do bairro está se saindo melhor, algo para motivar participação;
    1. Laboratório de Consciência na Escola

Criação de um espaço permanente na escola com exposições interativas: cartazes, fotos, histórias e reflexões feitas por alunos.

Aberto à visitação de pais, vizinhos e outras turmas, funcionando como ponto cultural e educativo do bairro.

    1. Entrevistas com Moradores

Alunos do ensino fundamental realizam entrevistas com vizinhos próximos à escola e de suas casas.

As perguntas seriam:

    • A percepção e o incomodo do lixo nas ruas;
    • O papel de cada um na transformação do bairro;
    • Sugestões para melhorias;

Os resultados são organizados em murais na escola, redes socias, nos QR codes e no app.

E. Atividade “Palavra do mês”

A cada mês, uma palavra seria escolhida (exemplo: respeito, cuidado, empatia, …). Os alunos produzem materiais sobre a palavra selecionada: textos, vídeos, cartazes … que são compartilhados na escola, no entorno e no app.

Custeio Estimado

    • Impressão de placas com QR codes (40 unidades): R$ 1.600
    • Equipamentos básicos (cartolinas, tintas, fitas): R$ 1.200
    • Materiais para murais e exposições: R$ 1.000
    • Criação do aplicativo: entre R$ 12.500 – R$ 21.000

Parcerias Possíveis

    • EMEF Dr. Guilherme Hildebrand – Envolvimento direto de alunos e professores.
    • Escola Estadual Ernesto Alves de Oliveira – Apoio pedagógico e estrutura complementar.
    • Secretaria Municipal de Educação – Recursos didáticos, transporte, suporte institucional;
    • Secretaria do Meio Ambiente (SEMAS) – Apoio técnico e institucional;
    • UNISC – Estudantes voluntários e orientação pedagógica, parceria com projetos de extensão ou TCCs de alunos;
    • Gráficas – Impressão de cartazes, QR codes, folders, materiais e apoio visual;
    • Gazeta Grupo de Comunicações – Divulgação do projeto e entrevistas dos alunos;
    • Senac Santa Cruz do Sul: Cursos de desenvolvimento de sistemas e aplicativos;
    • Startups locais – Apoio técnico, estrutura e mentoria;
    • Patrocínio de empresas (BRK Ambiental ou Sicredi)
    • Campanha de financiamento coletivo (vaquinha virtual)
    • Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil) – Forte presença no município, já apoia projetos ambientais e educativos;
    • JTI (Japan Tobacco International) – Já atua com ações ambientais e responsabilidade social;
    • Associação de Moradores do bairro;

Impacto Esperado

    • Fortalecimento do senso de pertencimento dos alunos ao bairro;
    • Aumento do debate familiar sobre cuidado com o espaço urbano;
    • Criação de um mapeamento simbólico dos pontos de lixo; ● Formação de jovens multiplicadores dessa doutrina.

PROPOSTA C: Sistema de captação de água na escola EMEF Dr. Guilherme Hildebrand

Objetivo da Proposta:

    • Captar a água da chuva e utilizá-la para diminuição dos gastos mensais da escola;
    • Conscientizar os alunos sobre a importância da preservação do meio ambiente e a escassez dos recursos hídricos;
    • Unir a comunidade escolar em um mesmo projeto, a fim de torna-la mais ativa e engajada nas propostas que busquem melhorias para a comunidade em geral;

Implementação:

    • Instalar u sistema funcional de captação de água na Escola de Ensino Fundamental Dr. Guilherme Hildebrand;
    • Realizar uma palestra para engajar a comunidade escolar, tratando assuntos como a preservação dos recursos hídricos e a importância da relação família/escola;
    • Estabelecer parcerias com empresas que apoiem causas sociais e em prol do meio ambiente, bem como a Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul;

Benefícios:

    • Diminuir os gastos com água e possibilitar a utilização desses recursos em outras áreas em que se fizerem necessários;
    • Trazer exemplos positivos para os jovens, buscando assim uma maior conscientização das novas gerações;
    • Preservação dos recursos hídricos;

Desafios:

    • Garantir a instalação e manutenção adequadas para que o sistema funcione de maneira correta;
    • Arrecadação de fundos junto à comunidade, como também os engajar na realização do projeto;

Custeio:

Realização de eventos para arrecadar valores que possam ser revertidos na aquisição e manutenção do sistema de irrigação;

    • Buscar parceria com as entidades que possam auxiliar financeiramente o projeto.

PROPOSTA D:

Turno oposto e oficinas atrativas na EMEF Dr. Guilherme Hildebrand Objetivo da Proposta: ideia

  • Garantir que crianças e adolescentes do bairro Progresso utilizem seu tempo livre na realização de atividades educativas, oferecidas no turno oposto;
  • Evitar que aumentem os índices de vandalismo e criminalidade pela falta de iniciativas pensadas para os jovens;

Implementação:

  • Oferecer atividades em turno contrário às atividades regulares da educação básica;
  • Realizar pesquisa junto à comunidade escolar, visando a compreensão da real demanda local;
  • Pedir aos alunos sugestões de quais cursos e atividades gostariam de desenvolver e assim ser mais assertivos na escolha das oficinas a serem oferecidas;
  • Estabelecer parceria com o poder público e também do CPM (Círculo de Pais e Mestres), da escola;

Benefícios:

  • Crianças e adolescentes longe das ruas e mais focados em atividades que lhes proporcionem melhores perspectivas futuras;
  • Provável baixa nos índices de vandalismo e depredação dos espaços públicos;
  • Jovens aprendendo novas habilidades em que se sintam realmente interessados e que de fato os faça pensar em seu futuro;

Desafios:

  • Conseguir profissionais suficientes para as oficinas ofertadas;
  • Levantar fundos para o bom funcionamento do programa;
  • Engajar os alunos em um primeiro momento a utilizar seu tempo livre dentro da escola;

Custeio:

  • Arrecadação de verba com eventos escolares em que os próprios alunos sejam voluntários;

Solicitação de auxílio financeiro junto à Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul, por meia da Secretaria municipal de Educação, para a alimentação e transporte dos alunos que realizarem as atividades do turno oposto;

PROPOSTA E: Conscientização dos Moradores da rua Progresso

Conscientização dos moradores da rua Progresso com seu próprio lixo e reciclarem antes, em casa, para depois levar às lixeiras, sinalizando o que contém em cada sacola de lixo carregada.

  • Investir em lixeiras separadoras de lixo pelo bairro, falando com a prefeitura, ou então, elaborando caseiramente pelos moradores;
  • Conscientizar os moradores da rua Progresso com o uso racional e consciente da água, usando somente o necessário;
  • Se a rua Progresso conter uma pracinha comunitária, combinar com os moradores do cuidado com a pracinha, escalando pessoas que cortem grama, juntem folhas, recolha os lixos da pracinha, se caso houver, avisar os moradores sobre o que precisa de manutenção em bancos, luminárias, jardins, objetos de exercício e brinquedos se caso houver;
  • Arrecadar lacres, tampas, que possam ser vendidas para arrecadar fundos para a melhoria em investimentos na rua Progresso;
  • Hortas comunitárias, após o descarte correto do lixo, para melhoria da saúde e fortalecimento da comunidade e incentivo à vida saudável e o menos gastar do dinheiro com produtos naturais, tendo o próprio plantio;
  • Incentivar plantio de árvores frutíferas por toda, ou pelo menos metade da rua; – Sugerir pesquisa de necessidades de cada morador, procurando um meio de fornecer um vendedor de melhor custo para o consumidor;
  • Conscientizar alunos sobre a preservação do verde, árvores – Incentivo à educação dos alunos moradores da rua Progresso

PROPOSTA F: Coleta do óleo de cozinha Objetivo da proposta

    • Coletar óleo de cozinha;
    • Conscientizar comunidade escolar sobre a preservação do meio ambiente;
    • Unir alunos e familiares em um mesmo objetivo de sustentabilidade;

Implementação

    • Instalar um sistema funcional de captação de azeite na escola;
    • Realizar uma oficina demonstrativa para os alunos entenderem o processo do azeite reutilizado;
    • Estabelecer parcerias com empresas e cooperativas engajadas em benefício ao meio ambiente; Benefícios
    • Diminuir a poluição gerada pelo descarte incorreto do óleo de cozinha;
    • Conscientização dos educandos e da comunidade escolar;
    • Envolver os alunos em atividades positivas em prol do meio ambiente;

Desafios

    • Assegurar uma infraestrutura adequada para armazenamento dos óleos;
    • Engajamento da comunidade escolar;

Custeio

    • Buscar parcerias com empresas como AFUBRA para recolhimento deste óleo.

PROPOSTA G: Oficina de Panificação Objetivo da proposta:

    • Inovar o pensamento comunitário com oficinas panificadoras;
    • Aprender novas habilidades que possam incrementar sua renda;

Implementação

    • Oferecer oficinas com atividades teóricas e práticas;
    • Palestras com nutricionistas e medicas da família; Benefícios
    • Pessoas desempregadas a um passo de se tornar um migro empreendedor;
    • Incentivar o aumento da renda familiar;
    • Explanação de uma alimentação saudável e caseira; Desafios
    • Conseguir profissionais disponíveis para oficinas ofertadas;
    • Participação e integração da comunidade;
    • Integrar seu produto no mercado de trabalho após a conclusão das oficinas;

Custeio

    • Parcerias com empresas para compra dos ingredientes para as oficinas;
    • Parcerias com padeiros e confeiteiras palestrantes;
    • Comercio local que tenha disponibilidade para venda dos produtos;

PROPOSTA H: Soluções para a ODS 11

    • Reduzir e conscientizar sobre o uso do papel: incentivarem os alunos a usarem apenas
    • o necessário e, o que for utilizado, que seja de uma maneira cuidadosa para poder ser reutilizado novamente.

Forma de custeio:

  • Baixo custo; pode ser implementado com campanhas de conscientização feitas

pelos próprios professores e alunos;

  • Uso de comunicados virtuais pelos professores e reutilização de folhas usadas como rascunho.

Benefícios:

  • Redução do impacto ambiental causado pelo consumo excessivo de papel;
  • Desenvolvimento da consciência ecológica desde a infância; ● Economia financeira para a escola e para as famílias.

Projetos interdisciplinares: usar de várias áreas do conhecimento para ensinar a comunidade escolar a importância da sustentabilidade, com projetos interdisciplinares frequentes como campanhas de reciclagem.

Forma de custeio:

  • Utilização de materiais recicláveis e reaproveitado;.
  • Parcerias com empresas locais, ONGs e secretarias de educação para doação de

materiais ou apoio logístico;

  • Financiamento via editais públicos ou campanhas de arrecadação.

Benefícios:

  • Aprendizagem prática e contextualizada;
  • Estímulo à criatividade, ao trabalho em equipe e à cidadania;
  • Engajamento da comunidade escolar na construção de uma cidade mais sustentável.

Comitês: criação de comitês com alunos a fim de promover e cuidar de projetos sustentáveis dentro da comunidade, como ficando responsáveis pelo cuidado com lixo, plantação de árvores e flores, hortas, etc.

Forma de custeio:

  • Baixo custo operacional;
  • Reutilização de materiais escolares, ferramentas simples de jardinagem e apoio da comunidade;
  • Parcerias com viveiros, cooperativas de reciclagem ou hortas comunitárias.

Benefícios:

  • Formação de lideranças jovens conscientes;
  • Melhoria do ambiente escolar (mais verde, limpo e agradável);
  • Disseminação de boas práticas para além da escola, atingindo famílias e vizinhança.

PROPOSTA I: COMPOSTAGEM

TODOS JUNTOS POR UM AMANHÃ MAIS LIMPO” Objetivos da proposta:

  • Reduzir a quantidade de resíduos orgânicos que vão para os aterros sanitários.
  • Produzir composto de qualidade para uso em agricultura e jardinagem.
  • Coleta seletiva: Implementar um sistema de coleta seletiva de resíduos orgânicos.
  • Processamento: Desenvolver um processo de compostagem eficaz e seguro.
  • Distribuição: Estabelecer um sistema de distribuição do composto produzido.

Implementação:

  • Estabelecer parcerias com organizações locais e empresas para apoiar a implementação do programa.
  • Promover a educação e conscientização sobre a importância da compostagem e do uso de composto.
  • Comunicação com a Comunidade:
  • Informar a comunidade sobre o sistema de coleta seletiva de resíduos orgânicos.
  • Estabelecer um canal de comunicação para dúvidas e sugestões.
  • Promover a participação da comunidade no programa.

Benefícios:

  • Redução de resíduos: Reduzir a quantidade de resíduos orgânicos que vão para os aterros sanitários.
  • Produção de composto: Produzir composto de qualidade para uso em agricultura e jardinagem.
  • Melhoria da qualidade do solo: Melhorar a qualidade do solo e reduzir a necessidade de fertilizantes químicos.

Desafios:

  • Participação da comunidade: Garantir a participação da comunidade no programa de compostagem.
  • Infraestrutura: Garantir a infraestrutura necessária para a coleta, processamento e
  • distribuição do composto.
  • Manutenção: Garantir a manutenção regular do sistema de compostagem. CUSTEIO

Recursos Financeiros:

  • Estabelecer parcerias com empresas locais que possam fornecer apoio financeiro ou recursos.
  • Considerar empresas que tenham uma forte presença na comunidade e que valorizem a
  • sustentabilidade.
  • Buscar doações e contribuições de empresas e organizações locais.
  • Estabelecer um fundo para receber doações e contribuições.
  • Buscar subsídios governamentais para projetos de compostagem e gestão de resíduos.

Recursos Humanos:

  • Buscar voluntários na comunidade para ajudar com o projeto de compostagem.
  • Estabelecer um programa de voluntariado para envolver a comunidade.
  • Estabelecer parcerias com organizações locais que possam fornecer recursos humanos ou técnicos.
  • Considerar organizações que tenham experiência em projetos de compostagem.
  • Recursos Materiais:
  • Buscar doações de materiais necessários para o projeto de compostagem.
  • Estabelecer parcerias com empresas que possam fornecer materiais.
  • Adquirir equipamentos necessários para o projeto de compostagem. Considerar a aquisição de equipamentos usados ou a locação de equipamentos.

Recursos Técnicos:

  • Buscar assessoria técnica de especialistas em compostagem e gestão de resíduos.
  • Estabelecer parcerias com organizações que possam fornecer assessoria técnica.

Oferecer capacitação e treinamento para os funcionários e voluntários do projeto. Garantir que todos os envolvidos no projeto tenham as habilidades necessárias para realizar as tarefas.

Gestão de recursos:

Desenvolver um plano detalhado e orçamento para o projeto de compostagem.

Garantir que todos os recursos sejam utilizados de forma eficiente e eficaz. Estabelecer um sistema de monitoramento e avaliação para garantir que o projeto esteja sendo implementado de acordo com o planejado.

Realizar ajustes e melhorias conforme necessário.

PROPOSTA J: INFRAESTRUTURA VERDE

Título: “ POR UM AMANHÃ MAIS VERDE” Objetivos da proposta:

  • Implementar espaços verdes e de lazer para a comunidade;
  • Redução da poluição no meio ambiente;
  • Conservar recursos naturais;
  • Reduzir as emissões de gases de efeito estufa;
  • Contribuir para a mitigação das mudanças climáticas;
  • Promoção da saúde e bem-estar;
  • Criar espaços públicos que sejam acessíveis e agradáveis para a comunidade. Implementação:
  • Seleção de Áreas: Identificar áreas públicas e privadas que possam ser transformadas em
  • espaços verdes, considerando a acessibilidade, a segurança e a demanda da comunidade;
  • Realizar estudos de viabilidade e impacto ambiental para garantir que as áreas sejam
  • adequadas para a implementação de espaços verdes;
  • Desenvolver projetos de espaços verdes que sejam sustentáveis e eficientes, considerando
  • a utilização de materiais reciclados e a implementação de sistemas de irrigação eficiente;
  • Realizar consultas públicas e envolver a comunidade no processo de desenvolvimento dos
  • projetos;
  • Construir os espaços verdes de acordo com os projetos desenvolvidos, utilizando materiais
  • e técnicas sustentáveis.
  • Garantir a manutenção regular dos espaços verdes, incluindo a limpeza, a poda e a
  • irrigação, e realizar reparos necessários;

Realizar campanhas de conscientização sobre a importância da infraestrutura verde e seus benefícios para a comunidade, utilizando meios de comunicação como redes sociais, jornais e rádio;

  • Desenvolver materiais educativos e informativos para distribuir à comunidade;
  • Oferecer treinamento e capacitação para os membros da comunidade sobre a manutenção e o uso sustentável dos espaços verdes e da infraestrutura sustentável;
  • Garantir que a infraestrutura verde seja mantida de forma adequada, considerando a manutenção regular e os reparos necessários Benefícios:
  • Redução da poluição do ar por meio da absorção de gases poluentes e partículas com a melhoria da qualidade do ar;
  • Melhoria da saúde respiratória e redução de doenças respiratórias;
  • Redução do consumo de água potável por meio da reutilização e reciclagem de água;
  • Melhoria da qualidade da água por meio da redução de poluentes e sedimentos;
  • Redução da quantidade de resíduos que vão para os aterros sanitários;
  • Criação de espaços públicos agradáveis e seguros, melhorando a qualidade de vida dos residentes;
  • Melhoria da saúde mental e física por meio da exposição a ambientes naturais;
  • Garantir a acessibilidade e a inclusão para todos, independentemente da idade ou
  • habilidade;
  • Criação de espaços públicos que sejam acessíveis e agradáveis para todos;
  • Aumento do valor das propriedades próximas a áreas verdes e espaços públicos;
  • Atração de investimentos e negócios para a área;
  • Redução da poluição do ar e da água, melhorando a saúde respiratória e cardiovascular;
  • Melhoria da saúde física por meio da exposição a ambientes naturais;

Melhoria da Saúde mental,redução do estresse e melhoria do bem-estar por meio da exposição a ambientes naturais.

Desafios:

  • Garantir o financiamento necessário para o projeto;
  • Buscar fontes de financiamento público e privado;
  • Custo de materiais e mão de obra;
  • Garantir que o orçamento seja suficiente para a implementação;
  • Garantir a compatibilidade e a interoperabilidade;
  • Garantir a aceitação e o apoio da comunidade;
  • Educar a comunidade sobre os benefícios do projeto;
  • Encorajar a participação cidadã no planejamento e implementação;
  • Garantir que as necessidades e preocupações da comunidade sejam consideradas;
  • Garantir que o projeto seja projetado e construído de forma sustentável;
  • Garantir que o projeto seja resiliente às mudanças climáticas;
  • Estabelecer parcerias e colaborações;
  • Garantir que as políticas e regulamentações apoiem o projeto.

Custeio

  • Buscar subsídios governamentais para projetos de infraestrutura verde.
  • Apresentar propostas de projeto que atendam aos critérios de elegibilidade.
  • Buscar financiamento público para melhorias na comunidade.
  • Trabalhar com autoridades locais para garantir o apoio necessário.
  • Buscar investimentos de empresas privadas que compartilhem os objetivos do projeto.
  • Apresentar propostas de projeto que demonstrem retorno sobre o investimento.
  • Buscar patrocínios e doações de empresas privadas.
  • Desenvolver relacionamentos com empresas que possam apoiar o projeto.
  • Buscar doações e contribuições de membros da comunidade.
  • Desenvolver campanhas de arrecadação de fundos.
  • Buscar voluntários que possam contribuir com tempo e habilidades.

Desenvolver programas de voluntariado que sejam atraentes para a comunidade.

  • Buscar parcerias com ONGs que compartilhem os objetivos do projeto.
  • Desenvolver projetos conjuntos que possam ser financiados por ONGs.
  • Buscar financiamento de ONGs que apoiem projetos de infraestrutura verde.
  • Utilizar plataformas de crowdfunding para arrecadar fundos.
  • Desenvolver campanhas de crowdfunding que sejam atraentes para doadores.
  • Organizar eventos e atividades que possam gerar receita.
  • Desenvolver parcerias com empresas e organizações que possam apoiar os eventos.

PROPOSTA K: “Educação em Movimento: Caminhos Sustentáveis para o Bairro Progresso”

Descrição da proposta:

A proposta consiste na criação de trilhas educativas sustentáveis dentro e ao redor da escola municipal do bairro Progresso, como praças e áreas verdes com estações temáticas sobre meio ambiente, cidadania e sustentabilidade. A trilha funcionará como um espaço vivo de aprendizado, com painéis informativos feitos pelos próprios alunos, e ações periódicas como mutirões de limpeza, oficinas com materiais recicláveis e rodas de conversa comunitárias.

Justificativa:

A proposta visa transformar espaços subutilizados ou degradados em locais educativos e de convivência comunitária, promovendo a conscientização ambiental de forma prática, contínua e participativa. Ao mesmo tempo, a trilha serve como símbolo de cuidado com o bairro e aproxima a comunidade da escola.

Público-alvo:

  • Alunos da escola EMEF Dr. Guilherme Hildebrand
  • Famílias e moradores do Bairro Progresso
  • Professores e voluntários da comunidade Etapas de desenvolvimento:

Mapeamento participativo dos espaços disponíveis para a trilha e pontos críticos de descarte de lixo.

Oficinas com alunos e comunidade para elaboração de placas educativas, sinalizações e arte com materiais recicláveis.

Parcerias com secretarias municipais e empresas para apoio com materiais e manutenção da trilha.

Lançamento da trilha com evento comunitário, incluindo caminhada educativa, mutirão de limpeza e atividades culturais.

Manutenção contínua, com calendário de ações e cuidado coletivo.

Recursos necessários:

  • Materiais recicláveis (plásticos, papelão, madeiras para placas)
  • Tintas, pincéis e estacas
  • Colaboração de professores e voluntários
  • Apoio da prefeitura/local para limpeza e segurança Resultados esperados:
  • Maior senso de pertencimento da população ao bairro
  • Redução no descarte de lixo em locais impróprios
  • Ampliação da consciência ambiental desde a infância
  • Fortalecimento dos laços entre escola e comunidade
  • Revalorização de espaços públicos
Item Detalhamento Custo estimado (R$)
Materiais recicláveis Coletados com a comunidade ou doações (sem custo direto)

R$ 0,00

Tintas e pincéis

Tintas látex, spray e pincéis diversos (para placas e murais) R$ 800,00
Estacas e suportes para placas Madeira reaproveitada ou bambu, cortada e tratada R$ 600,00
Painéis educativos (impressão/lona

s)

Impressão de banners e lonas educativas para estações temáticas

R$ 1.200,00

Ferramentas para mutirões Pá, enxada, luvas, sacos de lixo, carrinho de mão (alguns via empréstimo) R$ 800,00
Oficinas educativas

Materiais de apoio para

oficinas (papel, tintas, cola, canetões)

R$ 500,00
Lanche e apoio logístico (eventos) Café comunitário, água, frutas, para até 100 pessoas R$ 600,00
Divulgação e identidade visual Cartazes, faixas, material gráfico para redes sociais R$ 500,00
Camisetas ou crachás para voluntários Personalização para alunos monitores ou organizadores R$ 600,00
Reserva para manutenção Reposição de placas, tintas e pequenas manutenções periódicas

R$ 1.000,00

Observações:

  • Com parcerias (prefeitura, empresas locais, ONGs), muitos custos podem ser reduzidos.
  • Oficinas podem ser facilitadas por voluntários e professores, minimizando despesas com pessoal.

Algumas ferramentas podem ser emprestadas da comunidade.

  • Lonas ou placas educativas podem ser produzidas digitalmente com apoio de gráfica parceira.
  • Canais de comunicação são importantes também para a divulgação solicitando ajuda do pessoal da comunidade para que possa ajudar com doações e empréstimos de materiais (como pás, enxadas, etc…) PROPOSTA L: “Eco-Ação Comunitária: Saúde, Alimento e Sustentabilidade no Bairro Progresso”

Descrição da proposta:

A proposta “EcoAção Comunitária” reúne três frentes integradas de atuação no Bairro Progresso:

  • Implantação de uma Horta Comunitária Escolar;
  • Criação de um Ponto de Recolhimento de Óleo de Cozinha Usado;
  • Realização de Campanhas Itinerantes de Vacinação e Saúde Ambiental.

A iniciativa será conduzida em parceria com a escola local, unidades de saúde, empresas parceiras e os próprios moradores, promovendo educação ambiental, segurança alimentar, saúde pública e mobilização comunitária.

Justificativa:

O Bairro Progresso apresenta desafios ambientais, sanitários e sociais que afetam diretamente a qualidade de vida da comunidade. Ao integrar ações sustentáveis e educativas com saúde e mobilização social, o projeto busca resgatar o senso de pertencimento, reduzir impactos ambientais e promover uma cidade mais sustentável, segura e resiliente, conforme os objetivos da ODS 11.

Público-alvo:

  • Alunos e professores das escolas do bairro
  • Famílias dos estudantes
  • Moradores do Bairro Progresso
  • Agentes de saúde e voluntários Ações e etapas principais:

Horta Comunitária Escolar

  • Implantação de canteiros com participação dos alunos e famílias.
  • Uso de adubo orgânico e técnicas de compostagem.
  • Distribuição dos alimentos entre famílias e merenda escolar.
  • Oficinas de cuidados com plantas e alimentação saudável.

Ponto de Coleta de Óleo de Cozinha Usado

  • Criação de um local de coleta seguro na escola.

Parceria com empresa ou ONG para destinação correta (fabricação de sabão, biodiesel).

  • Oficinas para ensinar a fazer sabão ecológico com o óleo recolhido.

Campanhas de Saúde e Vacinação

  • Em parceria com o posto de saúde local e agentes da ESF.
  • Ações no pátio da escola ou em praças com mutirões de vacinação (gripe, Covid, etc.).
  • Palestras sobre higiene, prevenção de doenças e cuidados com animais domésticos.

Recursos necessários:

  • Terreno disponível e ferramentas básicas para a horta
  • Bombonas/garrafas para coleta de óleo
  • Apoio da Secretaria de Saúde e ESF Progresso
  • Materiais educativos (cartazes, vídeos, panfletos)
  • Voluntários e mobilização comunitária Resultados esperados:
  • Educação ambiental e nutricional efetiva desde a infância
  • Redução do descarte incorreto de óleo de cozinha
  • Engajamento ativo da comunidade escolar e familiar
  • Redução de focos de contaminação e doenças no bairro
  • Fortalecimento dos vínculos entre escola, família, saúde e meio ambiente

Item

Detalhamento

Custo estimado

(R$)

Ferramentas para a horta

Pá, enxada, regadores, baldes (busca-se

empréstimos ou doações, compra mínima)

R$ 400,00

Sementes e mudas

Alface, cebolinha, cenoura, temperos (podem ser

doadas por agricultores locais ou hortos)

R$ 300,00

Adubo e compostagem

Compostagem comunitária e adubo orgânico caseiro

(podem ser produzidos com restos de merenda)

R$ 0,00

Bombonas para coleta de óleo usado

Reutilização de galões e bombonas (parceria com mercados ou doações)

R$ 150,00

Material para oficinas de sabão ecológico

Panela, formas, luvas, soda cáustica, essências

(mínimo para 2 oficinas comunitárias)

R$ 250,00

Material gráfico e educativo

Cartazes, folhetos, material impresso e reciclado

R$ 300,00

Lanches para eventos comunitários

Café comunitário, frutas, água (podem ser

arrecadados por doação, custo mínimo)

R$ 300,00

Camisetas ou identificação de voluntários

Crachás simples ou coletes reutilizáveis

R$ 200,00

Materiais para palestras e campanhas Apoio visual, datashow

(emprestado), folders, microfone (escola ou posto

de saúde)

R$ 0,00
Reserva para manutenção e reposição

Para materiais de horta e coleta

R$ 300,00

Estratégias para Reduzir ou Eliminar Custos:

  • Parcerias com hortas urbanas, viveiros municipais, cooperativas de reciclagem e ONGs.
  • Voluntariado de professores, agentes de saúde, pais e moradores.
  • Reaproveitamento de materiais escolares e de escritório para oficinas.
  • Campanhas de arrecadação com comércios locais (sementes, mudas, óleo, ferramentas).
  • Projetos em editais locais de sustentabilidade ou saúde pública.
  • Canais da comunicação serão de grande ajuda na divulgação para que as pessoas possam fazer doações e empréstimos de materiais e ficarem ciente das coletas feitas (como a coleta de óleo)

11. DEFINIÇÃO DA IDEIA E DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA

Objetivos da proposta:

  • Reduzir a quantidade de resíduos orgânicos que vão para os aterros sanitários.
  • Produzir composto de qualidade para uso em agricultura e jardinagem.
  • Coleta seletiva: Implementar um sistema de coleta seletiva de resíduos orgânicos.
  • Processamento: Desenvolver um processo de compostagem eficaz e seguro.
  • Distribuição: Estabelecer um sistema de distribuição do composto produzido
  • Implantação de uma Horta Comunitária Escolar;
  • Criação de um Ponto de recolhimento de óleo de cozinha usado;
  • Implementar espaços verdes e de lazer para a comunidade;
  • Redução da poluição no meio ambiente;
  • Conservar recursos naturais;
  • Reduzir as emissões de gases de efeito estufa;
  • Contribuir para a mitigação das mudanças climáticas;
  • Promoção da saúde e bem-estar;
  • Criar espaços públicos que sejam acessíveis e agradáveis para a comunidade
  • Estabelecer parcerias com organizações locais e empresas para apoiar a implementação do programa.
  • Promover a educação e conscientização sobre a importância da compostagem e do uso de composto.
  • Comunicação com a Comunidade: – Informar a comunidade sobre o sistema de coleta seletiva de resíduos orgânicos. – Estabelecer um canal de comunicação para dúvidas e sugestões.
  • Promover a participação da comunidade no programa;
  • Implantação de canteiros com participação dos alunos e famílias;
  • Uso de adubo orgânico e técnicas de compostagem; • Distribuição dos alimentos entre famílias e merenda escolar.
  • Oficinas de cuidados com plantas e alimentação saudável.

Deve-se também identificar áreas públicas e privadas que possam ser transformadas em espaços verdes, considerando a acessibilidade, a segurança e a demanda da comunidade, além de ações centrais como:

  • Realizar estudos de viabilidade e impacto ambiental para garantir que as áreas sejam adequadas para a implementação de espaços verdes;
  • Desenvolver projetos de espaços verdes que sejam sustentáveis e eficientes, considerando a utilização de materiais reciclados e a implementação de sistemas de irrigação eficiente; •Realizar consultas públicas e envolver a comunidade no processo de desenvolvimento dos projetos;
  • Construir os espaços verdes de acordo com os projetos desenvolvidos, utilizando materiais e técnicas sustentáveis
  • Garantir a manutenção regular dos espaços verdes, incluindo a limpeza, a poda e a irrigação, e realizar reparos necessários;
  • Realizar campanhas de conscientização sobre a importância da infraestrutura verde e seus benefícios para a comunidade, utilizando meios de comunicação como redes sociais, jornais e rádio;
  • Desenvolver materiais educativos e informativos para distribuir à comunidade;
  • Oferecer treinamento e capacitação para os membros da comunidade sobre a manutenção e o uso sustentável dos espaços verdes e da infraestrutura sustentável;
  • Garantir que a infraestrutura verde seja mantida de forma adequada, considerando a manutenção regular e os reparos necessários;
  • Parcerias com hortas urbanas, viveiros municipais, cooperativas de reciclagem e ONGs.;
  • Voluntariado de professores, agentes de saúde, pais e moradores;
  • Reaproveitamento de materiais escolares e de escritório para oficinas;
  • Campanhas de arrecadação com comércios locais (sementes, mudas, óleo, ferramentas).
  • Projetos em editais locais de sustentabilidade ou saúde pública.
  • Canais da comunicação serão de grande ajuda na divulgação para que as pessoas possam fazer doações e empréstimos de materiais e ficarem ciente das coletas feitas (como a coleta de óleo)

Benefícios:

  • Redução de resíduos: Reduzir a quantidade de resíduos orgânicos que vão para os aterros sanitários.
  • Produção de composto:Produzir composto de qualidade para uso em agricultura e jardinagem.
  • Melhoria da qualidade do solo:Melhorar a qualidade do solo e reduzir a necessidade de fertilizantes químicos.
  • Redução da poluição do ar por meio da absorção de gases poluentes e partículas com a melhoria da qualidade do ar;
  • Melhoria da saúde respiratória e redução de doenças respiratórias;
  • Redução do consumo de água potável por meio da reutilização e reciclagem de água;
  • Melhoria da qualidade da água por meio da redução de poluentes e sedimentos;
  • Redução da quantidade de resíduos que vão para os aterros sanitários;
  • Criação de espaços públicos agradáveis e seguros, melhorando a qualidade de vida dos residentes;
  • Melhoria da saúde mental e física por meio da exposição a ambientes naturais;
  • Garantir a acessibilidade e a inclusão para todos, independentemente da idade ou habilidade;
  • Criação de espaços públicos que sejam acessíveis e agradáveis para todos;
  • Aumento do valor das propriedades próximas a áreas verdes e espaços públicos;
  • Atração de investimentos e negócios para a área;
  • Redução da poluição do ar e da água, melhorando a saúde respiratória e cardiovascular; Melhoria da saúde física por meio da exposição a ambientes naturais;
  • Melhoria da Saúde mental,redução do estresse e melhoria do bem-estar por meio da exposição a ambientes naturais. Desafios:
  • Participação da comunidade:Garantir a participação da comunidade no programa de compostagem.
  • Infraestrutura: Garantir a infraestrutura necessária para a coleta, processamento e distribuição do composto.
  • Garantir a manutenção regular do sistema de compostagem.
  • Garantir o financiamento necessário para o projeto;
  • Buscar fontes de financiamento público e privado;
  • Custo de materiais e mão de obra;
  • Garantir que o orçamento seja suficiente para a implementação;
  • Garantir a compatibilidade e a interoperabilidade;
  • Garantir a aceitação e o apoio da comunidade;
  • Educar a comunidade sobre os benefícios do projeto; |Encorajar a participação cidadã no planejamento e implementação;
  • Garantir que as necessidades e preocupações da comunidade sejam consideradas;
  • Garantir que o projeto seja projetado e construído de forma sustentável;
  • Garantir que o projeto seja resiliente às mudanças climáticas;
  • Estabelecer parcerias e colaborações;
  • Garantir que as políticas e regulamentações apoiem o projeto.

12. FERRAMENTAS E METODOLOGIAS USADAS

Ações:

  • Formação do comitê gestor com escola, moradores e agentes de saúde.
  • Estabelecimento de parcerias com Prefeitura, UNISC, COOMCAT, Afubra, JTI e Associação de Moradores.
  • Definição de metas, cronograma, locais de horta, composteira e ponto de coleta.

Parcerias principais: Escolas locais, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, UNISC (Biologia/Engenharia Ambiental), COOMCAT, Associação de Moradores.

Custo estimado: R$ 1.700.

Educação Ambiental e Mobilização

Ações

  • Realização de oficinas de compostagem, hortas e descarte de óleo.
  • Distribuição de cartilhas e campanhas em redes sociais.
  • Mutirões de limpeza e sensibilização nas escolas e espaços comunitários.

Parcerias principais: Professores de rede pública, UNISC, grêmios estudantis, Afubra (suporte com insumos, cartilhas e eventos educativos), JTI (material gráfico, insumos e apoio logístico).

Custo estimado: R$ 1.500.

Compostagem e Coleta Seletiva

Ações

  • Instalação de tambores/ contêineres para coleta de resíduos orgânicos.
  • Construção de composteiras com pallets e cobertura reciclada.
  • Treinamento de alunos e famílias no manejo da composteira.

Parcerias principais: Secretaria de Obras, ONG ambiental, UNISC, COOMCAT, Afubra, JTI.

Custo estimado: R$ 3.000.

Horta Escolar Comunitária

Ações

  • Construção de canteiros usando pneus, caixotes e garrafas PET.
  • Plantio utilizando o composto produzido localmente.
  • Oficinas de alimentação saudável com apoio do curso de nutrição da UNISC.
  • Sementes e insumos, além de oficinas com pessoas da Afubra e JTI. Parcerias principais: Viveiro Municipal, pais e voluntários, curso de Nutrição UNISC, Afubra e JTI.

Custo estimado: R$ 2.500

Ponto de Coleta de Óleo/ Espaços Verdes

Ações

  • Estruturação de ponto de coleta de óleo com tambor e sinalização.
  • Revitalização de áreas verdes com plantio de árvores e instalação de bancos.
  • Eventos de lazer e cultura nos novos espaços verdes.

Parcerias principais: Empresa recicladora (Biolitoral), Secretaria de Urbanismo, ONG ambiental, JTI, comércio local.

Custo estimado: R$ 2.000.

Sustentação e Monitoramento

Ações

  • Manutenção periódica da horta e da composteira.
  • Acompanhamento da produção de composto e colheita da horta.
  • Eventos mensais de prestação de contas, formação e atração de novos parceiros.

Parcerias principais: Comitê gestor, grêmio estudantil, Prefeitura, ONGs, Afubra, JTI.

Custo estimado: R$ 1.000.

13. PROPOSTA FINAL

A proposta final pretende implementar projetos que busquem uma melhoria na qualidade de vida dos habitantes do bairro Progresso, bem como evidenciar a importância da conscientização da população para que as iniciativas implementadas sejam bem aceitas e possam permanecer ativas a longo prazo. Tendo como principais ações a reciclagem do lixo, a implementação de uma compostagem que terá papel fundamental na qualidade do solo tornando assim a horta e também os espaços verdes citados na proposta mais produtivos, a criação de espaços de lazer também terá impacto significativo para a qualidade de vida e para a valorização do bairro.

O grupo acredita que a solução encontrada é 99% viável, e com as parcerias corretas pode resultar em uma melhora considerável nos problemas que foram sendo identificados durante a primeira sondagem realizada, acreditamos que o projeto será acolhido pela comunidade que tem a ambição de ver o bairro Progresso crescer a cada dia e como o nosso grupo é unido gostaríamos de tornar o bairro Progresso unido também, para que juntos possamos torná-lo um lugar mais harmonioso e sustentável.

13. CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Ao concluir esse trabalho ficamos impactados com os desafios que ainda hoje certas localidades enfrentam. Ao se aprofundar na região escolhida, nós nos deparamos com a dificuldade de solucionar temas que parecem simples e cotidiano para outras regiões. Percebemos então que certas mudanças não eram apenas questão de dinheiro, algumas situações são resultado da cultura e falta de conscientização, o que torna a solução lenta e desafiadora. Ao pesquisar sobre o bairro, nos deparamos com uma população desanimada, porém muito resistente, que insiste em não ajudar a manter boas soluções em prática mesmo convivendo todos os dias com a precariedade que a falta delas em ação causam. A nossa solução envolvia mais que simplesmente enviar e direcionar recursos, envolvia um trabalho de longo prazo que envolveria estratégia e muito planejamento. Acredito que poderia dar certo se tivéssemos suficiente apoio público e recursos, em especial campanhas de conscientização em massa com linguagem e metodologias simples que pudessem conversar corretamente com essa população e lhes mostrar que existe sim um jeito de sair dessa notória precariedade, dando incentivo e fazendo com que a força de toda essa comunidade se una em pró da causa do meio ambiente. Para finalizar, por mais que existam locais que parecem estar parados no tempo, nos surpreendemos com a quantidade de soluções encontradas. Percebemos que um olhar mais carinhoso e de frente com a realidade da comunidade pode transformar o cotidiano dessas pessoas, pois conhecendo sua realidade, o projeto pode se adaptar a ela e falar mesmo com a comunidade, e não apenas implantando uma solução que a população não conhece e não ganha instrução alguma de como mantê-la, sendo um bom diálogo entre o projeto e a comunidade de essencial necessidade. Trabalhamos em cima disso e conseguimos variadas ideias, o que nos mostra que boa vontade trás soluções para muitos problemas