Paulo Azair Ferreira Vieira e Maria Helena Togni Perigo foram homenageados in memoriam durante a abertura da 23ª Ronda Crioula do CTG Argemiro Martins Pinto, realizada na noite de sábado (12), no bairro Expedicionário, em Soledade.
A homenagem começou no Cemitério Municipal, com o acendimento da Chama Crioula junto ao túmulo dos homenageados, e teve continuidade na sede do CTG, reunindo familiares, amigos e integrantes da entidade.
Filha do casal, Ana Paula falou sobre o significado do momento diante da proximidade das duas perdas. Paulo faleceu há cerca de um ano, enquanto Maria Helena morreu recentemente. “Hoje foi um dia difícil, com o coração cheio de alegria e, ao mesmo tempo, com um lado triste. O luto é uma vida toda e, para nós, agora é um luto duplo”, afirmou.
Inicialmente, o reconhecimento havia sido pensado para Paulo, e Maria Helena participou da decisão da família de aceitar a homenagem. Com o falecimento dela, Ana Paula decidiu manter o compromisso assumido. “Minha mãe dizia que nós tínhamos que fazer porque meu pai merecia. Pensei em desistir depois que ela faleceu, mas não podia, porque ela queria estar aqui. Então hoje a homenagem acabou sendo para os dois”, contou.

Paulo mantinha relação com o CTG Argemiro Martins Pinto e era conhecido no bairro Expedicionário. Entre suas atividades estava a sonorização de eventos, além do interesse por música, motocicletas e carros antigos.
Ao recordar os ensinamentos do pai, Ana Paula destacou os valores que permanecem entre os familiares. “Ele sempre dizia que na vida o que mais vale é a humildade e o caráter. Dinheiro não é tudo. O importante é ter humildade e um coração puro”, relembrou.
O genro Leandro também falou sobre a convivência com Paulo e a relação que ele mantinha com as pessoas. “Podia ser a situação que fosse, ele estava sempre de braços abertos e disposto a ajudar. Era uma pessoa simples, humilde, de caráter e honestidade”, destacou.
A homenagem ao casal integrou a primeira noite da 23ª Ronda Crioula, que também reconheceu em vida Francisco Carlos de Jesus, o Chiquinho, amigo de infância de Paulo e também ligado à história do bairro Expedicionário.


















