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Moreno e Jurema Portella são homenageados em vida na 37ª Ronda Crioula do CTG Henrique Bohrer

Moreno da Silva Portella e Jurema da Silva Portella foram homenageados em vida durante a abertura da 37ª Ronda Crioula do CTG Henrique Bohrer, realizada no sábado (6), em Soledade. O reconhecimento reuniu familiares, cavalarianos e integrantes da entidade.

A homenagem começou ainda durante o percurso realizado pelos cavalarianos, que passaram pela residência do casal antes de seguir para a comunidade de São Sebastião. À noite, Moreno e Jurema voltaram a ser homenageados durante a programação no salão.

A relação de Moreno com o tradicionalismo começou ainda na infância, acompanhando o pai e aprendendo a andar a cavalo. Ao longo da vida, também atuou como domador de cavalos, participou de rodeios e provas de laço e integrou diferentes entidades tradicionalistas. Em 1980, já fazia parte do CTG Henrique Bohrer.

Ao receber o reconhecimento, Moreno falou sobre a relação construída com o tradicionalismo. “Recebo com muito prazer, alegria e gratidão. Desde que aprendi a andar a cavalo sempre acompanhei essa tradição. Onde fui, graças a Deus, fiz amizades e procurei tratar todo mundo com respeito”, afirmou.

Ao lado dele durante essa trajetória está Jurema, com quem é casado há 57 anos. O casal teve três filhos e manteve a participação da família nas atividades tradicionalistas, vínculo que atualmente também está presente entre filhos e netos.

Jurema relembrou que acompanhava o marido inclusive durante o trabalho de doma. “Desde que casamos eu ajudava ele a domar. Eu era a madrinhadora dos cavalos chucros. Aonde ele ia, eu ia junto, no serviço da roça e em tudo que precisava”, contou.

A tradição também foi transmitida às novas gerações da família. Segundo o casal, filhos e netos participam de atividades ligadas ao tradicionalismo, especialmente das provas de laço.

Para Jurema, receber a homenagem ao lado da família deu outro significado ao momento. “Recebo com muito prazer e alegria por estar junto do meu marido, dos filhos e dos netos. A gente agradece às pessoas e à patronagem do Henrique Bohrer que consideraram a nossa história”, destacou.