Por Elisiane Aparecida Silvano Costa
1 INTRODUÇÃO
A alfabetização e o letramento nos anos iniciais é um tema de grande importância na vida de um docente pois é na sala de aula que o professor começa a ter o conhecimento de forma prática de como alfabetizar os seus educandos, por isso é importante estar consciente dos processos que esse tema trás.
Como sabemos para que se aprenda a ler, escrever e interpretar o que esta escrito é indispensável que se tenha uma boa qualidade de ensino pois é nos anos iniciais que é possível aprender com maior facilidade aquilo que se é ensinado.
A alfabetização e o letramento é indispensável para que a criança tenha compressão do mundo a sua volta, e para o processo de seu desenvolvimento como cidadão, para isso é necessário que o aluno tenha acesso alem da educação de qualidade, a livros, historias, revistas e quaisquer materiais didáticos que estimula a compressão do saber.
As crianças para serem instigadas a compreenderem o mundo e inseridas na realidade da habilidade de codificação da língua oral e escrita é necessário que esse processo de alfabetização e letramento seja de fato realizado com êxito nas escolas.
Não á como alfabetizar sem letrar pois são praticas que atuam em conjunto e para que se tenha sucesso no processo de alfabetização é importante que sejam conduzidas juntas.
Diante das dificuldades encontradas através desse estudo foi instigado o seguinte questionamento: Quais os processos de alfabetização e o letramento nos anos iniciais?
Diante das pesquisas e o questionamento levantado estudar e aprender diversas metodologias de alfabetização é o caminho. DESENVOLVER métodos didáticos e mais atrativos deve ser o objetivo do pedagogo da educação infantil.
E os objetivos específicos que orientam o estudo são:
- Conceituar a Alfabetização e o letramento.
- Apresentar os métodos de alfabetização.
- Compreender o papel do professor no processo da alfabetização e letramento nos anos iniciais.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 METODOLOGIA
Foi utilizada abordagem qualitativa, que é uma forma adequada de entender um fenômeno social, tendo com o objeto situações complexas e precisamente peculiares. Os estudos que utilizam essa metodologia podem delinear a complexidade de um determinador problema “Quais os processos da alfabetização e o letramento nos anos inicias?” Método é uma palavra de origem grega, que significa conjunto de etapas e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação da verdade. Por isso, foi escolhido o método bibliográfico, pois este pode validar ou invalidar um resultado, uma vez que confere segurança e é fator de economia no estudo ou na pesquisa, sendo um extraordinário instrumento de trabalho (GIL, 2010).
O Método Bibliográfico é mais indicado para o desenvolvimento da pesquisa apresentada, pois implica em um conjunto de ordenado de procedimento de busca por soluções, atendo ao objeto de estudo, e que por isso não pode ser aleatório.
Portanto, esse tipo de pesquisa envolve um levantamento bibliográfico, o qual dever ser feito em diversas fontes, buscando consultar obras respeitáveis e atualizadas. Segundo Gil (2010), o método bibliográfico requer as seguintes etapas: Escolha do tema; Levantamento bibliográfico preliminar; Formulação do problema; Elaboração do plano provisório de assunto; Busca das fontes; Leitura do material; Organização lógica do assunto; Redação do texto.
2.1 Resultados e Discussão
Alfabetização é o processo de aprendizagem da leitura e da escrita, saber decodificar a linguagem portuguesa sabendo transformar a palavra oral em uma palavra escrita. Macial (2002) utilizava do método de cartilha, uma metodologia valida porém tradicional, que ensinava a palavra e a decorar, usava a memória fotográfica, dessa forma muita das vezes a criança só escrevia aquilo que já sabia ler, o construtivismo destaca o papel da escrita “espontânea” ou “inventada”.
A uma importância dos métodos mais tradicionais como o de soletração, mas não devemos nos prender a isso,é preciso sempre uma forma de se atualizar pesquisando métodos mais atuais e mais atraentes para as crianças de hoje que são ligadas a telas e tecnologias, implantando a gamificação como uma ferramenta que estimule a leitura e escrita dos alunos, tanto com jogos em computadores e tablets quanto em jogos na vida real, brincando com as palavras e assim estimulando o cognitivo dos alunos.
A realidade do aluno deve ser levado em consideração, para isso o professor deve ter contato com a família e saber como funciona o dia a dia desse aluno, o professor pode descobrir isso durante as aulas fazendo rodas de conversas, perguntando como foi o final de semana de seus alunos, seus gostos e interesses, e depois incluir isso no dia a dia escolar, com atividades traentes aos olhos desses alunos com atividades que tenham temas de coisas que acontecem fora do ambiente escolar; modificar jogos e brincadeiras em pro dessa alfabetização infantil.
O letramento e alfabetização caminham juntos mas existem diferenças entre eles, a escrita alfabética e ortográfica é a alfabetização, já o letramento é a ampliação desse conceito ele remete as habilidades de compreensão leitora e os usos reais e significativos da língua escrita então nesse sentido o letramento pode ser introduzido antes do inicio formal de alfabetização de uma criança. O letramento começa antes da alfabetização e continua pela vida toda mesmo após o aluno ser alfabetizado. Vai além de ler e escrever, é a interpretação e compreensão de textos.
“O ato de ler não se esgota na decodificação pura da palavra escrita, mas se antecipa e se alonga na inteligência do mundo” (Freire, 1989). Pensando no que Paulo Freire disse, nos faz refletir que a alfabetização e o letramento faz parte do mundo em que a criança vive, transferir sua fala para o papel é só uma parte pequena desse processo, desde que a criança chegou ao mundo ele já esta vivenciando essa experiência no cotidiano de varias formas.
“A mão que escreve e o olho que lê esta sob comando que pensa sobre a escrita que existe em seu meio social e com o qual toma contato através de sua própria participação em atos que envolvem o ler e o escrever em praticas sociais mediadas para a escrita” (FERREIRO, 1999).
Quando se deve iniciar o processo de alfabetização nas crianças? Isso pode até ser questionado, mas a fala de Emília Ferreiro mostra que isso já se inicia na própria criança. A leitura e a escrita são extremamente abstrata e vai muito além de escrever. A leitura e a escrita é um saber cultural e não algo como andar, naturalmente alguém aprende a andar, pois nosso corpo foi feito pra isso, é instinto. Esses aparatos estão prontos, mas não é natural, não devemos questionar quando fazer isso, e sim como fazer deve ser levado em consideração as habilidades que serão desenvolvidas, sendo elas a oralidade, comunicação, formação de memórias, vocabulário e cultura. Deve-se pensar na individualidade da cada aluno, nos pequenos grupos e as crianças. É necessário pensar na realidade de cada aluno para que através dessas necessidades seja desenvolvidas formas favoráveis para esse desenvolvimento da alfabetização e letramento, pensando na perspectiva do aluno.
A necessidade de tornar a alfabetização significativa para as crianças, o ler e escrever vai alem de juntar consoantes e vogais, é sobre se expressar, identidade e pensamento crítico, os anos iniciais da escola pode parecer cedo para iniciar o pensamento critico do aluno, mas é justamente nessa fase que o aluno começa a questionar.
Deve-se começar a ensinar as palavras depois frases e então partir para o desenvolvimento de um texto. Nessa fase ainda não tem como a criança desenvolver um texto, porém as crianças dos anos iniciais já tem a necessidade de se expressar na escrita, e pode-se estimular isso com cartas que contenham pequenas frases. Existe diversas metodologias de alfabetização, e explorar elas é a melhor solução. O método de palavração consiste em ensinar as palavras juntamente com as imagens, assim treinando a memorização dos alunos. O método de sentenciação tem como foco decompor as palavras em silabas, assim treinando o som para comparar palavras e isolar elementos nelas reconhecidos, para ler e escrever novas palavras. No método global integra o conjunto dos métodos analíticos que se orientam no sentido do todo para as partes, acredita que a criança vai entender para que serve ler e escrever.
Existe outros métodos como sintético que era muito utilizado nas cartilhas Hilário Ribeiro. Entre outros, o fato é que do mais tradicional ao mais moderno, todos métodos mostram sua importância e é preciso conhecer de fato os alunos e tornar essa fase lúdica e atraente independente do método escolhido, com ferramentas de alfabetização, sem ficar preso a louça e papel.
“Letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenham sentido e façam parte da vida do aluno” (SOARES, 2003).
Alfabetização e letramento deve andar juntos e ir alem de escrever e ler. A dificuldade dos alunos são validas alias se trata de representar os sons da fala em grafias, em riscos e traços, o professor precisa compreender como isso é abstrato, Magda Soares acredita que o professor deve ter fundamentos psicológicos, fonológicos, linguísticos e sociolinguísticos. Ela acredita que o termo alfabetização limita o que se faz quando se leva a criança a aprender a língua escrita, ela prefere o termo “aprendizagem inicial da língua escrita”, que leva o conceito de alfabetização e letramento juntos.
“É preciso ter vários métodos para alfabetização” afirma Magda Soares indo de contra ao Plano Nacional de Alfabetização (PNA) que recomenda a utilização do método fônico por ser o único método baseado em evidencias cientificas. Soares diz que essa evidencias vem do relatório do National Reading Panel, divulgado em 2000, nos Estados Unidos, o qual traz conclusões que não se adaptam o contexto brasileiro, visto que a língua inglesa tem uma ortografia opaca, e a língua portuguesa se aproxima de uma ortografia transparente. O método fônico é considerado um evidencia cientifica, como a teoria da Psicogênese da língua escrita, baseada no construtivismo. “O construtivismo desloca o foco para o aluno, respeitando as particularidades do processo de cada criança” (SOARES, 2016), assim mais uma vez afirmado a importância da variedade de metodologias de alfabetização.
De acordo com Freire (1996) todos já trazem uma bagagem de conhecimento, ao chegar à escola. Assim, todo aluno tem um conhecimento prévio e deve ser levado em consideração. Freire (1987) aborda que, mesmo que a criança não reconhecendo os símbolos do alfabeto já lê o seu meio estabelecendo relação entre sindicantes e significados; relacionado sons, cheiros e texturas com objetos; coleciona, classifica e organiza.
Emília Ferreiro acredita que “a construção do conhecimento da leitura e da escrita tem uma lógica individual, embora aberta à interação social, na escola ou fora dela” comprova que a criança cresce no meio letrado, está exposta à influência de uma série de ações e essas ações são os contatos de adulto, adulto, criança e criança entre si.
A alfabetização é o processo de aprendizagem onde se desenvolve a habilidade de ler e escrever, porém o conceito de alfabetização vai muito além da codificação e decodificação de signos, esta ligada também as atividades técnicas.
O termo alfabetização designa o ensino e o aprendizado de uma tecnologia de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica. O domínio dessa tecnologia envolve um conjunto de conhecimentos e procedimentos relacionados tanto ao funcionamento desse sistema de representação quanto às capacidades motoras e cognitivas para manipular os instrumentos e equipamentos de escrita. (SOARES; BATISTA p. 24. 2005).
De acordo com ARAÚJO, (1996) apud MENDONÇA (2008) podemos dividir a história da alfabetização em três grandes períodos: o primeiro inclui a Antiguidade e a Idade Média, quando predominou o método da soletração; o segundo, que se inicia pela reação contra o método da soletração, entre os séculos XVI e XVIII, estende-se até a década de 1960, e se caracterizou pela criação de novos métodos sintéticos e analíticos; e o terceiro período, marcado pelo questionamento e refutação da necessidade de se associar os sinais gráficos da escrita aos sons da fala para aprender a ler, iniciando em 1986, com a divulgação da teoria da Psicogênese da língua escrita.
Soares e Galvão (2004). Aborda que a alfabetização no Brasil surgiu no contexto da educação jesuíta no período colonial, esta era realizada com crianças. Os jesuítas faziam parte de uma ordem religiosa católica que podia ser chamada de Campanha de Jesus que tinha como objetivo ensinar e os catequizar os indígenas. No período da colonial, não existia nenhuma preocupação em oficializar a escola, somente no período imperial é criada a doutrina primária e secundária para criança das camadas menos abastada da sociedade. Contudo, o objetivo dessa educação era civilizar essas pessoas.
De acordo com Santos (2018), o Rádio Studiorum foi um método de ensino usado pelos religiosos. Nele estava estabelecido um currículo de todas as ações educativas que deveriam ser aplicada os professores se limitaram aos religiosos que basicamente ensinavam a ler, escrever, a contar e cantar num processo de aculturação. Em 1948, foi apontado um parecer ao poder legislativo com o projeto da primeira Lei na reforma da Lei de Diretrizes e Bases – LDB, que foi publicada após 13 anos.
O conceito de alfabetização foi categorizado ano de 1958, pela UNESCO. A definição de alfabetização que a UNESCO propõe faz referência à capacidade da pessoa de ler e escrever com compreensão uma breve e simples exposição de fatos relativos à sua vida cotidiana. Essa definição tornou-se o guia seguido pelos censos nacionais para mensurar a alfabetização, e consequentemente por professores, pais, alunos e a sociedade em geral. A partir dos anos de 1950 e até o último censo de 2000, era considerada alfabetizada a pessoa que era capaz de ler e escrever um bilhete simples. Tal definição já evidenciava, desde então, uma ampliação do conceito de alfabetização.
Em janeiro de 1964 foi aprovado o Plano Nacional de alfabetização e em1964 períodos do golpe militar via a educação popular como ameaça a ordem. Em 1996 o governo Federal volta a ter uma ação efetiva, com o programa alfabetização solidária (PAS), mas não garantiu alfabetizar no tempo previsto, que era de 1 mês para “formação” de professores, e de 5 meses para alfabetização.
Santos (2018), diz que em 1971, houve uma necessidade de organização na educação devido ao quadro político e social. Foram feitas alterações no sistema educacional levando-se a uma reforma em vários pontos da Lei de 1961, a partir da qual surgiu a lei nº5. 692/71, que assumiu uma tendência tecnicista, em que se preocupavam em uma formação profissional para os educandos para que pudessem atender as demandas das produções industriais, e tinha como objetivo reter os alunos para que não alcançassem o 3º nível de ensino, deixando a classe trabalhadora em níveis inferiores de ensino, pois queriam impedir suas expressões políticas e reivindicatórias.
Letramento de acordo com Soares (2010) , é mais do que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita tenham sentido e façam parte da vida do aluno, nesse processo não basta apenas juntar letras para formar palavras e reunir palavras para compor frases, deve-se compreender o que se lê, assimilar diferentes tipos de textos e estabelecer relações entre eles.
Segundo o pensamento de Soares (2003), a alfabetização e letramento são conceitos frequentemente confundidos e sobrepostos, é importante distingui-los, ao mesmo tempo em que é importante também aproximá-los: a distinção é necessária porque a introdução, no campo da educação, do conceito de letramento tem ameaçado perigosamente a especificidade do processo de alfabetização; por outro lado, a aproximação é necessária porque não só o processo de alfabetização, embora distinto e específico. Ainda segundo Soares (2001), essa distinção seria, alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever, e letrado é o sujeito que vive em estado de letramento, é não só aquele que sabe ler e escrever, mas aquele que usa socialmente a leitura e a escrita, pratica a leitura e a escrita, responde adequadamente às demandas sociais de leitura e de escrita “e a aproximação é a importância de compreender as especificidades, as proximidades e os entrelaçamentos dos processos de alfabetização e de letramento.
A alfabetização é um ato criador, no qual o analfabeto apreende criticamente a necessidade de aprender a ler e a escrever, preparando-se para ser o agente desta aprendizagem ( Freire, 1983).
Paulo Freire mostra a importância de compreender a vivencia do aluno para que esse processo seja melhor explorado, ele buscava palavras que faziam parte do dia a dia dessas pessoas, e a partir dessas palavras ele ligava com outras e assim conseguiu alfabetizar 300 pessoas em 40 horas; essas palavras do cotidiano eram chamadas de “palavras geradoras”.
Ele prova como alfabetizar pode ser rápido, mas isso não forma seres pensantes e críticos, obviamente que facilita a vida e ajuda a formar trabalhadores, mas Magda tem uma visam que vai alem de apenas alfabetizar, acredita na “aprendizagem inicial da língua escrita”, que junta a alfabetização e o letramento.
O livro Alfabetização e letramento da Magda Soares, em diversas vezes aponta a respeito da qualidade da alfabetização no Brasil e que é preciso uma avaliação dessa qualidade.
Esse processo vem do “nada” até um impreciso nível do domínio da leitura e da escrita; quando podemos afirmar que esse processo de alfabetização de um individuo foi finalizado por completo?
No livro tem a seguinte pergunta: Quando um “analfabeto” ouve a leitura de uma notícia da jornal feito por um “alfabetizado” ou quando pede a um “alfabetizado” que escreva, por ele uma carta, não esta fazendo uso da escrita? E esse fazer uso da língua escrita não é uma das propriedades ou atributos da alfabetização? A alfabetização tem como foco a comunicação através do ler e escrever, mas uma pessoa que atinge esse objetivo esta de fato alfabetizado?
A habilidade da escrita pode de fato acontecer de maneira rápida e alcançar o objetivo de se comunicar por mensagens e cartas sem ter ocorrido a alfabetização por completo, já que com a ajuda de um “ alfabetizado ou a tecnologia um ser “ analfabeto” consegue mesmo com suas dificuldades e erros de escrita se comunicar. Alias até que ponto um ser é alfabetizado? Ao ponto de escrever seu próprio nome ou uma tese de doutorado. O ler também pode ser visto dessa forma, ligar palavras com imagem ajuda, um ser “ analfabeto” possui a habilidade de ler uma placa sem de ato ler ela, assimilando a imagem a palavra.
O método de Paulo Freire é de fato promissor, valido e funciona. E mostra como a qualidade desse processo esta também ligado ao contexto histórico, social, econômico, político e cultural. Porém é muito valido o letramento além da alfabetização. E assim formar seres pensantes e críticos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Acerca do que foi escrito, pode se afirmar que o processo de alfabetização e letramento é essencial na vida do aluno, sendo que o principal objetivo deste trabalho é saber como acontece à alfabetização e letramento nas séries iniciais. A alfabetização e letramento são processos distintos, contudo não pode ser separado, são de suma importância para a aquisição da leitura e escrita, sendo indispensável a todo profissional de educação inclusive para os futuros educadores.
Mostra que este artigo é muito necessário, avalia a qualidade de alfabetização do Brasil e como esse processo deve ser levado de maneira “leve” e lúdica pensando na realidade dos espaços de vivência desses alunos, Alias quando um aluno vem de uma realidade mais humilde não vê tanta importância na escola e no processo de aprender a ler e escrever, por isso o professor tem o dever de mostrar essa importância e como isso vai intervir no futuro desses alunos.
Portanto, conclui-se que alfabetizar e letrar é uma proposta que veio para possibilitar que os alunos cheguem ao final do ensino fundamental com autonomia para fazer uso da leitura e escrita de forma coerente e eficaz. Enfatizo ainda que os tópicos aqui abordados servirão como reflexões para futuras discussões, já este tema, não está fechado e poderá ser debatido várias vezes por outros pesquisadores.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BALDUINO, Jordana. ROCHA, Bianca. “Afinal, <b”>quando se <b”>inicia a alfabetização?”, 2019. Disponível em: https://www.portaliede.com.br/afinal-quando-se-inicia-a-alfabetizacao/#:~:text=Em%20uma%20de%20suas%20obras,o%20escrever%20em%20pr%C3%A1ticas%20sociais. Acesso em: 29 de outubro de 2022.
FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. Ed.24, São Paulo: Cortez 1995.
FEIL, Iselda Terezinha Sausen. Alfabetização-um desafio novo para um no novo tempo. 9 ed. Ijuí, Vozes/FIDENE, 1987.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa– São Paulo: Paz e Terra, 1996.
MARCONI, M de A. LAKATOS, E. Fundamentos de metodologia científica. 7. Ed. São Paulo: altas, 2010.
GIL. Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. Ed. São Paulo: Atlas, 2002
SOARES Magda Becker; BATISTA Antônio Augusto Gomes. Alfabetização e letramento: caderno do Belo Horizonte: Ceale/FAE/UFMG, 2005.

















