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Artigo – Literatura como estratégia no processo de ensino aprendizagem na educação infantil

Por Cleonice Battisti dos Santos

Introdução

A construção do conhecimento é vista como um processo contínuo. A criança aprende gradualmente sempre que estiver em contato com informações de seu interesse e através da sua vivência, neste contexto a literatura infantil auxilia o aprender, para que este seja desenvolvido com maior facilidade pelas crianças, quando há relação entre o conteúdo e a fantasia. Na escola o saber é sistematizado podendo ficar desinteressante para a criança, por estar afastado do seu universo lúdico-literário dificultando a compreensão em determinados conteúdos, por isso a literatura infantil pode ser considerada um meio eficaz nesse aspecto por conter informações diferenciadas, alimentando a fantasia infantil, indispensável no desenvolvimento nos aspectos cognitivos, psicomotores, sociais e afetivos das crianças.

A organização desta pesquisa será estruturada no formato de um artigo acadêmico, que será desenvolvido através de pesquisas bibliográficas e outros materiais que possam oferecer subsídios, esta pesquisa será desenvolvida em duas partes, onde a primeira abordará sobre estratégias para incorporar a literatura na infância, e a segunda abordará sobre a importância da literatura infantil no desenvolvimento das crianças.

Estratégias para o despertar literário na educação infantil

Vindos da tradição de diferentes culturas pelo mundo, os contos de fadas eram histórias contadas de pai para filho e, dessa maneira, acabaram perpetuando-se no imaginário coletivo. Só começaram a ser registradas em livros quando a criança começou, de fato, a ser tratada como criança pois a infância nem sempre foi vista como uma fase especial. Foi somente por volta do século XVIII que os adultos compreenderam que a criança é um ser único, com características próprias de desenvolvimento e que esta fase antecede a vida adulta.

Embora a literatura infantil tenha surgido no século XVIII, foi somente no século XIX que surgem livros que agradam aos pequenos leitores, tendo como enredos histórias fantásticas, de aventuras e que retravam o cotidiano infantil. Descoberto e valorizado esse interesse, o gênero ganha consistência e um perfil definido por meio do trabalho dos autores da segunda metade do século XIX, garantindo sua continuidade e atração.

No começo, os contos ainda não eram de “fadas”. As histórias originais pouco lembram as histórias que conhecemos hoje e, em sua maioria, apresentavam enredos assustadores que dificilmente fariam sucesso nos tempos atuais. Isso porque hoje respeitamos e conhecemos o significado da palavra infância e porque, há algum tempo, alguns escritores, adaptaram os contos para que eles pudessem ser mais bem aceitos pela sociedade. Também, os Irmãos Grimm e o dinamarquês Hans Christian Andersen deram segmento à proposta de adaptação, com narrativas mais suaves, um exemplo de história que foi modificada seria a da “Cachinhos Dourados”, pois a menina que invade a casa de três ursinhos e mexe em todas as coisas deles não existia, a personagem, na verdade, era uma raposa, que ao final era jogada pela janela, em outras versões trazem um desfecho trágico, em que os “ursinhos” decidiam devorar o animal intruso.

Os livros para crianças comecem a ser publicados no Brasil em 1808 com a implantação da Imprensa Régia, a literatura infantil brasileira nasce apenas no final do século XIX. Mesmo nesse momento, a circulação de livros infantis no país é precária e irregular, representada principalmente por edições portuguesas que só aos poucos passam a ser traduzidas para o português.

Ao trabalhar com a contação de histórias na educação infantil é possível estimular as crianças para que deem os primeiros passos na construção de seu mundo e imaginário problematizando situações que muitas vezes fazem parte do dia a dia das crianças, fazendo-as pensar e fazer novas descobertas, aprendendo de forma lúdica e prazerosa os contextos e conteúdo de conflitos. Um cantinho, um pequeno espaço, uma praça ou um banquinho, tudo pode servir de palco para contar uma história, o importante é reunir as crianças e permitir que elas mergulhem no mundo mágico da literatura, que pode ser feito em qualquer idade, mesmo com aquelas que ainda não dominam os códigos da leitura, pois, é importante para a formação da criança ouvir história e também para o contador de histórias viajar e levar o seu público infantil junto nessa viagem. Durante uma contação de histórias as crianças assumem diferentes papeis e diferentes níveis de participação, cada criança como sujeito único, entende a história contada de uma forma diferente e isso deve ser respeitado.

Uma atribuição indispensável ao contador de histórias é a atenção ao comportamento da criança, saber se a história está agradando, instruindo ou comovendo. Saber contar histórias é saber o quê, a quem e quando contar. Quando o professor vai trabalhar com uma história, é muito importante que goste dela, que a conheça e a aprecie, do contrário, o trabalho não será agradável, será cansativo e a criança poderá perceber a falta de entusiasmo do educador e também não se sentir entusiasmada.

É importante que a história seja lida e estudada antes pelo professor, que identifique seus pontos frágeis, de mistério, de encantamento, de resolução de conflitos, de humor, para que assim ajuste seu tom de voz, seu vocabulário para o trabalho de envolvimento e encantamento pela história e, caso não agrade, deve-se trocá-la por outra, que contenha o mesmo objetivo pedagógico procurado, e que agrade. Não faltam ótimas histórias e excelentes autores, mas para isso é preciso, dedicação e prazer do educador em trabalhar a literatura em sala de aula, mas existem alguns critérios que devem ser observados para uma boa história ser escolhida, como:

Desbrave pela literatura infantil: Sempre que tiver oportunidade, explore livros infantis, seja em bibliotecas, livrarias, salas de espera, na escola de seu filho ou na casa de amigos, não importa. Folheie, leia as histórias, observe as ilustrações e o estilo do autor.

Vá além da indicação de idade: Em relação às histórias, é bom prestar atenção na complexidade, tamanho do texto e vocabulário, e leve em consideração se é você ou ele quem está lendo. Uma criança pode gostar de um livro dirigido a crianças mais novas, ou já se interessar por algo para as mais velhas.

Conheça seu leitor: A criança já se encantou com os livros de um determinado autor, personagem, estilo ou coleção? Ele gosta de poesia ou o que mais chama a atenção são as imagens? Prefere personagens aventureiros ou mais introspectivos? Está atualmente fascinado por bruxas ou gosta de animais? Use sua sensibilidade para ler as dicas que as crianças dão sobre as preferências literárias.

Resgate suas preferências de infância: Busque na memória suas preferências literárias de infância, conte para as crianças suas experiências com esses livros e ofereça a eles a oportunidade de experimentar essas obras (e trocar experiências com você).

Ofereça diversidade: Contos clássicos e modernos, poesias, livros de imagens e quadrinhos, é importante a criança ter acesso à diversidade, poder explorar diferentes gêneros, estilos e linguagens. Se forem os clássicos, prefira as versões que não ocultem passagens importantes e personagens “sombrios”.

Leia sobre a literatura infantil: Em revistas, jornais, blogs e sites que tratem de literatura infantil, procure se informar sobre sugestões de especialistas, bons lançamentos e livros premiados. Podem ser boas referências para futuras investigações em livrarias.

Use e abuse das bibliotecas: Não apenas as livrarias, mas também as bibliotecas são ótimos mediadores entre a criança e os livros. Elas possibilitam uma experimentação bastante ampla e diversificada, sem custos.

Permita que a criança faça suas escolhas: Por mais que a criança queira um livro que você não julgue excepcional, permita que, na biblioteca ou na livraria, ela também tenha a oportunidade de decidir qual levar. Indique alguns títulos, mas não faça imposição em relação às leituras. Ensinar a amar os livros e a conviver com eles é uma missão que o professor se empenha em executar

É através do envolvimento e encantamento que a história possibilita à criança fazer uso da linguagem oral para expressar seus sentimentos, muitas vezes, transformando-se no personagem do livro como, um super-herói ou uma princesa, a criança relata suas vivências e expressa desejos, além de participar das situações de leitura de diferentes gêneros feita pelos adultos, no ambiente escolar, nas quais se faz necessário o uso da escrita, observação e manuseio de materiais impressos.

Um livro bem ilustrado com uma história simples e atrativa pode fazer maravilhas no desenvolvimento de uma criança. Então por que não aproveitar este recurso lúdico e simples para ter um contato maior com nossas crianças e assim ajudá-las no seu desenvolvimento? Uma boa história pode ser contada de várias formas diferentes, através de uma dramatização, de fantoches, até mesmo mostrando as figuras de um livro novo e deixando a criança abrir sua imaginação inventado a sua própria história. Mas também não podemos nos deter a um só gênero literário por achar que elas não irão compreender o que a história quer dizer, os contos de fadas são sim sempre muito encantadores, mas uma boa poesia também tem seu valor, ABRAMOVICH ressalta que:

Há poetas que brincam com as palavras dum modo gostosíssimo de a criança ouvir e ler. Lidam com toda uma ludicidade verbal, sonora, às vezes musical, às vezes engraçada, no jeito como vão juntando palavras, fazendo com que movam pela página quase como uma cantiga, e ao mesmo tempo jogando com os significados diferentes que uma mesma palavra possui. (ABRAMOVICH, 1997, pág.67)

Abramovich nos mostra que poesia é mais do que o que o texto quer dizer, é brincar com a sonoridade das palavras de uma forma mágica. Uma boa poesia, quando bem interpretada, pode encantar uma criança tanto quanto um conto de fadas. A cultura literária é muito rica e por isso devemos inovar apresentando diversidades sempre que possível, auxiliando para que a criança consiga compreender e distinguir a diferença, mas sem perder o encanto pela leitura, cabe a nós educadores fazer o papel de mediadores e partilhar de forma lúdica o que a história quer passar, sem cortar a compreensão e o entendimento de nossas crianças.

Outro gênero literário tão importante quanto os contos de fadas e poemas é o gibi, esse gênero colorido, ilustrado e cheio de recursos gráficos estimula as turmas de educação infantil. As publicações são baratas e acessíveis, o que pode favorecer a compra de vários exemplares para sessões de leituras variadas, sendo mais uma estratégia para a criança tomar gosto pela leitura.

Os quadrinhos são uma excelente opção para incentivar a leitura e despertar a atenção para quem está entrando no mundo das letras e da literatura, a começar pelos personagens que, por si só, são atraentes para a garotada. Eles despertam interesse por serem bem conhecidos, afinal estão presentes em brinquedos, jogos, roupas, embalagens, peças de teatro e desenhos na televisão. Sem contar que elas mesmas passam por situações parecidas com as dos personagens, e que tem proximidade das crianças, vão à escola e ao parque, tem pesadelos e medos muitas vezes ocultos, isso promove a identidade e a familiaridades entre leitor e obra. O grande trunfo são os recursos gráficos. As imagens aparecem associadas a textos coloquiais e permitem que as crianças antecipem o enredo e atribua sentido à história, mesmo sem saber ler.

O educador também pode provocar o interesse das crianças pelos livros fazendo visitas à biblioteca, fora do ambiente escolar, a presença do aluno na biblioteca é fundamental para que a criança possa ter um contato maior com a literatura, tocar e pesquisar mesmo sendo elas pequenas. É na biblioteca que os alunos viajam para além dos conhecimentos trabalhados em sala de aula, e o professor pode observar os interesses e as curiosidades que surgirão a partir da descoberta de outros livros, podendo iniciar com isso um novo projeto de leitura, trabalho e pesquisa, partindo do estímulo e da curiosidade de suas crianças.

Na educação infantil é de fundamental importância que a biblioteca seja adaptada, constituindo-se esta área como um espaço informal, onde as crianças têm livre acesso aos materiais de leitura, o contato com os livros nesta área pedagógica é algo livre e natural, uma vez que a arrumação, a organização e a dinamização periódica desse espaço deve ser feita pelas crianças e pelo educador de infância, proporcionando deste modo às crianças não só o manipular livremente dos livros mas também fazer novas descobertas como poderemos acompanhar no próximo capítulo.

A literatura e o desenvolvimento na infância

É na infância que a criança inicia o desenvolvimento da sua personalidade e todos os estímulos externos têm grande influência para que essa personalidade se molde. A falta de estímulo pode causar danos irreparáveis com o passar do tempo. Segundo pesquisas, até os dois anos de idade o cérebro atinge 80% do tamanho adulto e ele nunca para de se desenvolver. Essa é a fase crucial para estimular as áreas do lobo frontal associadas a linguagem, movimento, cognição social, auto regulação e solução de problemas e isto pode se refletir por toda a vida.

A tarefa de formar alunos leitores necessita de professores envolvidos com a literatura desde o início, na Educação Infantil. A literatura infantil é muito importante na formação do pequeno leitor, porque, através da brincadeira de imaginar a criança viaja no mundo de fantasia, quando contada pelo adulto, seguindo a ação de ser recontada pela própria criança também serve de mecanismo para fortalecer laços e permitir que o leitor manifeste seus desejos e seus medos. Segundo (ABRAMOVICH, 2005)

Ler histórias para crianças […], poder ser um pouco cúmplice desse momento de humor, de brincadeira, de divertimento… É também suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é encontrar outras ideias para solucionar questões […]. É uma possibilidade de descobrir um mundo imenso de conflitos, dos impasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos […], através dos problemas que vão sendo defrontados, enfrentados (ou não), resolvidos (ou não) pelas personagens de cada história (cada um a seu modo) … […] e, assim esclarecer melhor as próprias dificuldades ou encontrar um caminho para a resolução delas… (pág. 17).

Vê-se que o mundo encantado é o instrumento lúdico a disposição das crianças, para enfrentar e compreender os dilemas da vida real, constituída de dificuldades, medos e perdas. É através da história da Chapeuzinho Vermelho, por exemplo, que as crianças aprendem o quão perigoso pode ser conversar com estranhos ou desobedecer a mamãe. É pelo conto de fadas que ela interpreta a vida, por ser uma realidade mais parecida com o que ela imagina. ABRAMOVICH (1997) ainda reforça:

Ler para uma criança, sempre, sempre… É também suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é encontrar outras ideias para solucionar questões. (ABRAMOVICH, pág. 17)

É sempre importante ler, ainda mais quando é feita para uma criança. A leitura desperta a curiosidade e a imaginação. O autor, nos convida a fazer uma análise de mundo, tendo como ponto de partida a visão de uma criança, onde se torna muito mais fácil de encarar o problema pelo qual ela está vivendo, sabendo que no livro o personagem também passou por situação semelhante, mas no fim deu tudo certo.

Compreender que as crianças não são “adultos em miniatura” é compreender a importância do estudo do desenvolvimento humano demonstrando que existem formas de perceber, compreender e se comportar diante do mundo, próprias de cada faixa etária. Todo o aspecto levantado pelo estudo do desenvolvimento humano tem importância para a educação, planejar o que e como ensinar implica saber quem é a criança, a linguagem e os recursos que usamos com uma criança de 3 anos não são os mesmos que usamos com jovem de 13 anos. Durante o seu desenvolvimento, a criança passa por estágios psicológicos que precisam ser observados e respeitados, na escola e em livros específicos para ela. Essas etapas não dependem exclusivamente de sua idade, mas sim do seu nível de amadurecimento psíquico, afetivo e intelectual e seu nível de conhecimento e domínio do mecanismo da leitura.

Durante toda a nossa vida estamos sempre passando por fases. Na literatura, a criança também passa por fases de evolução e não poderia ser de outra forma. Cada indivíduo possui sua inteligência e sua maturidade para entender e interpretar as situações que a vida nos apresenta. As fases são iguais para todas as crianças o que irá determinar sua evolução são os estímulos e o meio em que vive. Portanto, uma criança estimulada pode se tornar um adulto mais crítico, observador e criativo.

Neste sentido, é necessária a adequação dos livros às diversas etapas pelas quais a criança normalmente passa. Existem cinco categorias que norteiam as fases do desenvolvimento psicológico da criança considerando os estágios de leitura: o pré-leitor, o leitor iniciante, o leitor-em-processo, o leitor fluente e o leitor crítico. Neste momento iremos abordar de apenas uma categoria, o pré-leitor.

Coelho, (1991) destaca a importância do livro certo em cada etapa da vida de uma criança. “A partir dos 18 meses é o momento da elaboração da linguagem,” (Pág. 172,173). Livros com muitas imagens que despertem o conhecimento e o reconhecimento da mesma que estejam presentes em seu cotidiano como animais que fazem parte do dia a dia da criança por exemplo. Na primeira infância, a criança descobre o mundo dos sentidos. O pré-leitor é a categoria que surgi na primeira infância (dos 15/17 meses aos 3 anos) nesta fase a criança começa a reconhecer o mundo ao seu redor através dos sentidos.

Por este motivo ela sente necessidade de pegar ou tocar tudo o que estiver ao seu alcance. Outro momento marcante nesta fase é a aquisição da linguagem, onde a criança passa a nomear tudo a sua volta. A partir da percepção da criança com o meio em que vive, é possível estimulá-la oferecendo-lhe brinquedos, álbuns, chocalhos musicais, entre outros. Assim, ela poderá manuseá-los e nomeá-los e com a ajuda de um adulto poderá relacioná-los propiciando situações simples de leitura, razão pela qual os livros para esta faixa etária devem ser de tamanhos grandes, bem coloridos com pouco texto e muito atrativo visual.

Ainda segundo Coelho, (1991). “A partir dos 3 anos é o momento de ampliação do mundo conhecido e linguagem identificadora”, (Pág. 173). Nessa etapa, podemos variar os temas e estimular o raciocínio da criança, fazendo questionamentos sobre o livro, deixando-a manusear do seu modo e também deixando que a própria criança crie a história a partir das gravuras. É importante que a literatura sempre faça parte do dia-a-dia da criança com muito encanto e fantasia. Na Segunda infância (a partir dos 2/3 anos) é o início da fase egocêntrica. A criança está mais adaptada ao meio físico e aumenta sua capacidade e interesse pela comunicação verbal. Como interessa-se também por atividades lúdicas, o “brincar” com o livro será importante e significativo para ela adquirindo função de também ser uma brincadeira, algo realmente prazeroso. Livros que propõem humor, expectativa ou mistério são indicados para o pré – leitor, que utiliza a linguagem como o único meio de leitura, por ainda não decifrar códigos.

A linguagem é um instrumento mediador entre as relações sociais da criança com o ambiente em que vive, onde estão presentes conteúdos socialmente construídos e historicamente sedimentados que expressam valores e regras culturais, que gradualmente são interiorizados e modificados pela criança.

As práticas discursivas estabelecidas entre as crianças, em geral, são mediadas pelo professor, que por sua vez precisa estar atento às singularidades de cada criança, considerando os significados dados por cada uma delas. O que implica que o professor deve perceber a diversidade de experiências que cada uma traz do mundo social e cultural ao qual pertence e a literatura se transforma em um mecanismo muito importante para que isso aconteça, através da bagagem social e cultural de cada criança o professor pode buscar histórias que realmente façam sentido para a criança e assim seguir desenvolvendo os conteúdos programados de uma forma lúdica e prazerosa para todos.

Considerações finais

Em virtude dos fatos mencionados podemos concluir que a literatura infantil faz mais próxima de sua realidade faz com que a criança acabe entendendo e resolvendo com psicológico, mas também em seu desenvolvimento social, o fato é que história estando mais facilidade seus conflitos diários, mas cabe ao adulto incentivar o gosto pela literatura.

Alguns critérios são apresentados nesta pesquisa para auxiliar no incentivo das crianças, como: Conheça seu leitor, use sua sensibilidade para ler as dicas que as crianças dão sobre as preferências literárias. Ofereça diversidades, contos clássicos, poesias, gibis, entre outros. Permita que a criança faça suas escolhas, indique alguns títulos, mas não faça imposições em relação a leituras entre outros, pois a literatura é muito mais do que apenas jogar os livros e deixar que as crianças se “virem” sozinhas, o professor deve se preparar para transmitir a mensagens que os livros querem passar, a literatura deve estar de acordo com um propósito dentro da sala de aula de uma forma lúdica e divertida para que as crianças descubram o prazer da literatura e não a vejam como uma obrigação e o professor, como um intermediário, deve estar bem preparado, interessado e buscando sempre novidades, se o professor não gostar do que vai ler, acabará transmitindo isso durante a leitura fazendo com que as crianças também não gostem da história, podendo transformar a aula em um verdadeiro tumulto.

A preparação é constante, pois a literatura compete com um mundo tecnológico que a todo o momento está inovando com programas de televisão, jogos eletrônicos entre outros, acabando por chamar muito a atenção das crianças, até mesmo pela facilidade das informações. Mas o professor, bem preparado, saberá como incluir a literatura no dia a dia das crianças com muita fantasia, pois a todo momento são lançados livros novos com histórias incríveis fazendo com que a literatura se torne tão encantadora quando um jogo ou um programa de televisão.

Por fim, na maioria das vezes cabe ao educador este papel de incentivo a literatura, os pais, em sua maioria não tem o tempo adequado e muito menos instrução para a apropriação da magia da literária, impor a criança livros como obrigação só fará com que a mesma nunca se interesse, fazendo com que ela nunca compreenda o verdadeiro valor de um bom livro.

Referências

ABRAMOVICH: Fanny, Literatura infantil: gostosuras e bobices – 5.ed. / 1997 – Pág.

17/67.

COELHO: Nelly Novaes Literatura infantil: teoria – análise – didática – 5.ed. / 1991 –

Pág. 172/173.