Funcionários de Soledade, Carazinho e Estrela articulam a luta em defesa da vida

Reunião virtual promovida pelo CPERS/Sindicato aconteceu na última quinta-feira, 16/9, e pauta principal foi a volta as aulas
Foto: Divulgação
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“O retorno presencial é inviável. Não queremos que nossas salas de aula virem campos de contaminação. Estamos falando não apenas dos professores, funcionários e alunos, mas de seus familiares”, declarou o 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, em reunião nesta quinta (16) com educadores(as) de Estrela (8°), Carazinho (37°) e Soledade (28°).

A impossibilidade de retomada das aulas presenciais enquanto não houver vacina, testes em massa e curva descendente de contaminações foi o ponto central do debate, promovido pelo Departamento de Funcionários de Escola do CPERS. Desde que Eduardo Leite (PSDB) anunciou a medida – ignorando o consenso científico e a comunidade escolar-, a categoria tem articulado a resistência.

“O governo passou seis meses sem implementar protocolos sanitários e pedagógicos e agora quer que os pais sejam responsáveis pela ida dos filhos na escola”, continuou Edson, criticando a abstenção do governo de responsabilizar-se com a segurança da comunidade escolar para a retomada das aulas.


Durante a reunião, também foi discutido o aumento do número de casos de Covid-19 na comunidade escolar, sobretudo entre funcionários(as) e equipes diretivas, que estão na linha de frente dos plantões presenciais. Pesquisa realizada pelo Sindicato mapeou 142 escolas com casos de coronavírus entre educadores(as), uma delas chega a somar seis contaminações.

Instituições de ensino com casos de Covid-19 devem contatar o núcleo ou a assessoria jurídica do CPERS para que seja solicitada a higienização e, se possível, o fechamento da escola. Os presentes criticaram a ineficiência do governo para realização de testagens em massa em casos de contaminação.

Conforme orientações da Seduc em reunião com o CPERS, funcionários(as) do grupo de risco não devem trabalhar sem necessidade. O governo lançou formulário online em que servidores(as) podem se autodeclarar do grupo de risco. Ainda de acordo com o governo, contratados não serão demitidos em meio à pandemia.