O cultivo da carinata tem se mostrado uma alternativa para os produtores e produtoras rurais, agregando diversificação, rentabilidade e viabilidade. A cultura integra o grupo das brássicas, é parecida com a canola e é utilizada na produção de biocombustíveis, especialmente do combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês). Na última semana, a Cotrijal reuniu cerca de 80 produtores rurais em um dia de para levar mais informações sobre mercado, oportunidades e manejo da cultura, que vem ganhando cada vez mais espaço nas lavouras.
O evento envolveu associados dos municípios de Candelária e de Rio Pardo e contou com estações sobre mercado e aspectos legais para a produção, conduzidas pelas empresas Nufarm e Celena Alimentos, responsáveis pelo fomento da cultura no estado, além de estações voltadas para orientações sobre plantabilidade e manejo de plantas daninhas.
“Realizamos este evento focado na carinata, uma cultura que temos colocado bastante esforços neste ano para sua difusão. Organizamos este momento pensando em levar mais conhecimento para os produtores, nos aspectos técnicos e oportunidades que o produtor pode buscar através dessa cultura”, explica o difusor Técnico da Cotrijal, Maurício Jung.
Entre os benefícios, destaque para o custo de produção, valor de comercialização do grão, resistência da cultura às instabilidades climáticas e agregação de renda nas propriedades no
período de inverno. Atualmente, a produção é destinada para produção de SAF, tendo a Europa como destino principal. “Já viemos trabalhando de forma mais contundente com canola e, desde o ano passado, introduzimos a carinata, uma cultura que apresenta um mercado específico voltado à produção de biocombustíveis, com destino ao mercado europeu. Viemos apostando muito nesta cultura, ela vem se adaptando de forma muito satisfatória nas nossas regiões de atuação e vemos com bons olhos o futuro dela no nosso estado, assim como a canola já está trilhando”, complementa Jung.
O dia de campo foi realizado na propriedade do associado Igor Henrique Mahl, que nesta safra cultivou 100 hectares da cultura a partir do incentivo e acompanhamento da Cotrijal. “As lavouras estão muito bonitas e foi necessário realizar poucos manejos. Fizemos o plantio, depois controlamos as plantas daninhas, realizamos aplicação de fungicidas, não tivemos a ocorrência de pragas e doenças, tudo bem controlado. Ela está se mostrando bem rústica no campo, resistente ao clima, e se adequou bem. É um dia de campo importante para que outros produtores vejam e possam também apostar nessa cultura”, destaca o produtor.
Segundo a Nufarm, o Rio Grande do Sul é o maior produtor de carinata no Brasil e a produção deve seguir crescendo. Neste ano, no estado, a área cultivada é de cerca de 22,5 mil hectares da cultura e a expectativa para 2027 é que a produção chegue a 100 mil hectares.
O Departamento Técnico da Cotrijal vem realizando dias de campo e vitrines tecnológicas em diferentes municípios, levando mais informações sobre a produção, manejo e oportunidades com o cultivo de carinata e de canola.
Com informações da Cotrijal.

















