Início » Notícias » Saúde » Hospital Frei Clemente está com 100% de leitos clínicos e de UTI ocupados

Hospital Frei Clemente está com 100% de leitos clínicos e de UTI ocupados

Além de operar com capacidade máxima, a casa de saúde de Soledade ainda conta com uma lista de espera que ultrapassa 20 pacientes
ClicSoledade
ClicSoledade

O avanço da contaminação do novo coronavírus tem preocupado os profissionais da área e junto a isto o alerta de colapso do sistema de saúde. Em Soledade, o Hospital de Caridade Frei Clemente conta com seus seis leitos de UTI-Covid ocupados, assim como os 12 leitos clínicos de isolamento, que igualmente estão lotados.

Além de operar com capacidade máxima, a casa de saúde local ainda tem que administrar a crescente lista de espera. “Quando sai da minha sala, haviam 24 pacientes da região esperando por vaga em nosso hospital. Estas demandas mudam a cada dia e quem gerencia é o Estado”, informa o enfermeiro Alisson Klar, chefe da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

A enfermeira Débora Albuquerque, coordenadora da UTI-Covid, comenta que dos seis pacientes internados, quatro deles estão utilizando ventilação mecânica (respirador). “O vírus tem atacado de forma mais agressiva, onde hoje não temos apenas idosos sendo entubados, como também adultos com idades entre 30 a 50 anos”, salienta.

Outro fato que tem chamado a atenção dos profissionais é que atualmente as pessoas que internam nos leitos de isolamento, muitos deles necessitariam estar em UTIs. “Tem chegado até nós casos graves, onde o estágio já encontra-se avançado e muitas vezes o quadro de saúde é crítico, porém não há vagas”, acrescentam.

Alisson salienta que a direção do Hospital Frei Clemente trabalha para habilitar mais quatro leitos de UTI-Covid, com intuito de aumentar a capacidade de atendimento. “Sempre buscamos por isso e hoje (23) foi encaminhado um ofício para a 6ª Coordenadoria Regional de Saúde fazendo esta solicitação, porém a liberação é feita pelo Ministério da Saúde”, explica.

Os enfermeiros são enfáticos em dizer que o Rio Grande do Sul tem se encaminhado para entrar em colapso. “Não há vagas no Estado inteiro e de uns 10 dias para cá tivemos um aumento expressivo da demanda. Com certeza, isso é reflexo do relaxamento dos cuidados, aliados as festas de carnaval e aglomerações”, garantem.

Eles comentam outra característica que tem chamado a atenção é que famílias inteiras têm se contaminado. “O que pode se esperar para os próximos dias é uma incógnita, por isso ressaltamos que as visitas ao hospital estão suspensas e que ao sentirem sintomas leves, que a população procure primeiramente os postos de saúde e o Ambulatório Covid”, pontuam.

O presidente do HCFC, Carlos Alberto Rocha, enfatiza ser necessária a conscientização de cada cidadão. “Não queríamos chegar neste ponto, estamos com exaustão dos profissionais, bem como de equipamentos, onde já temos 4 respiradores em manutenção, e precisamos pedir 2 emprestados ao município de Serafina Correa para manter os 6 leitos de UTI funcionando”, salienta.

Por fim, Alisson e Débora fazem um pedido a todos para que redobrem os cuidados. “Além de todos aquelas medidas de segurança preconizadas pelo Ministério da Saúde, especialmente a lavagem e higienização das mãos e superfícies com álcool em gel, uso de máscara e o principal ponto, não fazer aglomerações”, concluem.