A Cotrijal reuniu, nesta semana, a turma de participantes do Programa Supernova para mais um módulo da iniciativa. O programa busca capacitar e desenvolver jovens ligados ao quadro social para fortalecer sua atuação nas propriedades rurais, no setor agro e na própria cooperativa. Nesta edição, o Supernova conta com mais de 140 participantes que se reúnem de forma descentralizada na área de atuação da Cotrijal. Os encontros ocorreram nos municípios de Não-Me-Toque, Lagoa Vermelha, Vera Cruz e Pantano Grande.
Com o tema principal voltado à “Segurança jurídica no agro: planejamento sucessório e proteção patrimonial”, foram abordadas questões voltadas à organização e conformidade documental nas propriedades, e inclusive, a importância disso no contexto do acesso a recursos por meio de linhas de crédito. A discussão do assunto é considerada fundamental, pois contribui para preparar a propriedade no processo de sucessão, garantindo ainda mais segurança para a continuidade da atividade pelas próximas gerações.
“Isso já é uma realidade desse grupo de jovens. Os nossos antecessores fizeram o melhor com a realidade que se tinha e nesse momento chega para essa nova geração também a responsabilidade da organização e da regularidade. Afinal, cada vez mais os produtores vêm sendo exigidos e fiscalizados em nível documental. Esse é o grande objetivo: mostrar que quanto mais organizado, melhor vai fluir toda a operação da propriedade”, explica a gerente Jurídica da Cotrijal, Gabriela Kerieli Kirst. Ela destacou a importância da regularização de documentos como contratos, matrículas, Cadastro Ambiental Rural (CAR), Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR), inventários, entre outros.
A coordenadora de Crédito da Cotrijal, Nilce Noeli Nickhorn Erig, conduziu a abordagem sobre a importância da organização da propriedade para o acesso às linhas de crédito. Segundo ela, esse planejamento é fundamental quando o produtor precisa recorrer a recursos de terceiros para realizar investimentos. “A principal reflexão é sobre como devo me preparar quando preciso investir na minha propriedade e dependo de recursos de terceiros para isso. Queremos que os jovens saiam desses encontros pensando em promover esse movimento nas propriedades junto com seus pais e avós, contribuindo para uma sucessão organizada e para a continuidade das atividades”, destacou. No contexto da sucessão rural, a coordenadora também ressaltou a importância de ampliar o olhar para a gestão da propriedade, com reflexões que envolvem o valor do patrimônio familiar, os custos para manter a atividade em funcionamento e a capacidade da propriedade de assumir dívidas e acessar crédito de forma sustentável.
Os encontros também foram marcados por um momento especial com a participação de famílias de associados que vêm trabalhando a sucessão familiar nas propriedades. O objetivo foi inspirar os participantes trazendo o contexto, histórias e desafios. Em Não-Me-Toque, a família Schiochet compartilhou a experiência de sucessão construída na Agrícola Dona Maria, atualmente na terceira geração. Segundo o associado da Cotrijal, Giordano Schiochet, além de organizar a gestão do patrimônio, é fundamental transmitir às novas gerações os valores, o trabalho e os aprendizados construídos pela família ao longo do tempo, estimulando os mais jovens a participarem cada vez mais do negócio. “Temos um grande negócio nas mãos, que é a agricultura. Estamos passando por um período um pouco mais turbulento, mas a agricultura vive de ciclos. Não podemos desanimar e precisamos também mostrar para a nova geração as coisas boas. A família é a base de tudo, e a sucessão começa neste ambiente”, afirma.
Para o associado, a união da família, o diálogo e o incentivo recebido principalmente do avô e do pai foram fundamentais para facilitar esse processo na propriedade.
A mãe de Giordano e também associada, dona Janice, também destaca o pilar familiar neste processo e o cooperativismo. “Busque as forças dentro da casa de vocês. É lá, da família que vem essa força. Tive um pai e uma mãe que me deram grandes exemplos de honestidade, dedicação e de cooperativismo. A Cotrijal foi fundada em 1957 e meu pai já era sócio em 1963. Se associem a algo maior!”, recomenda.
Com informações da Cotrijal.


















