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Caso Paula Perin Portes

Do desaparecimento em junho de 2020 ao Tribunal do Júri em outubro de 2026.

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CONTEXTO

Entenda o caso

Paula Perin Portes tinha 18 anos quando desapareceu, em junho de 2020, pouco depois de se mudar de Fontoura Xavier para Soledade. Na noite de 10 de junho, ela deixou um encontro com amigos para encontrar um rapaz em uma residência no bairro Fontes. Segundo a denúncia do Ministério Público, foi morta por asfixia na madrugada de 11 de junho.

Após mais de dois meses de buscas, seu corpo foi localizado em 16 de agosto de 2020, na localidade de Rincão do Bugre, no interior de Soledade. A investigação envolveu relatos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança, diligências e prisões. O julgamento dos quatro acusados começou em 20 de outubro de 2026.

Este especial distingue o que foi investigado, o que é sustentado pela denúncia do Ministério Público e o que está sendo decidido no Tribunal do Júri.

CRONOLOGIA

Linha do tempo do caso

Principais acontecimentos, do mais recente ao mais antigo, com base na retrospectiva apresentada pelo TJRS e na cobertura jornalística publicada pelo Portal ClicSoledade.

  1. 22 de outubro de 2026

    Terceiro dia do julgamento

    Manhã — Ministério Público apresenta argumentos pela condenação

    Os promotores Marcos Paulo Frezza e Eugenio Paes Amorim abriram os debates e pediram a condenação dos quatro réus. Destacaram depoimentos, imagens de monitoramento e outros elementos reunidos na investigação.

    Início da tarde — Assistência à acusação reforça o pedido

    Os advogados Salete Terezinha Canello e Alisson Doneda abordaram a trajetória de Paula, as buscas e a localização do corpo, reiterando o pedido de condenação dos quatro acusados.

    Tarde e noite — Defesas pedem absolvição

    As quatro equipes de defesa contestaram depoimentos, provas e procedimentos investigativos. Cada equipe apresentou argumentos específicos para sustentar a inocência de seu cliente e pedir a absolvição.

    Próximo das 21h — Sessão termina sem veredito

    O juiz José Pedro Guimarães encerrou os trabalhos após as manifestações iniciais. A sessão será retomada em 23 de outubro, às 10h, com réplica do Ministério Público e tréplica das defesas antes da votação dos jurados.

  2. 21 de outubro de 2026

    Segundo dia do julgamento

    Cinco depoimentos no segundo dia

    As cinco testemunhas ouvidas entre a manhã e a tarde abordaram a investigação, a localização do corpo e outras circunstâncias discutidas em plenário.

    Encerramento da fase de testemunhas

    Após as cinco oitivas do dia, o juiz declarou concluída essa etapa da instrução em plenário.

    Interrogatórios dos quatro acusados

    À noite, os quatro réus passaram pela etapa de interrogatórios. A pedido das defesas, o juiz autorizou que parte das declarações não fosse transmitida ao público em áudio e vídeo, para preservar a exposição dos acusados. Os atos ocorreram normalmente em plenário.

  3. 20 de outubro de 2026

    Primeiro dia do julgamento

    Abertura do Tribunal do Júri

    Começou o julgamento dos quatro acusados, na Câmara de Vereadores de Soledade, sob a presidência do juiz José Pedro Guimarães.

    Quatro depoimentos no primeiro dia

    Após as questões processuais da manhã, quatro testemunhas prestaram depoimento em plenário, com perguntas da acusação e das defesas.

  4. Dezembro de 2025 a abril de 2026

    Adiamentos e suspensão

    O júri teve datas remarcadas por questões processuais, inclusive discussão sobre testemunhas e perícia de vídeo; em abril, houve suspensão determinada pelo STJ.

  5. 4 de janeiro de 2021

    Prisão em Santa Catarina

    Micael Willian Rossi Ortiz foi localizado e preso em Balneário Camboriú após período foragido.

  6. 22 de outubro de 2020

    Denúncia do Ministério Público

    O Ministério Público ofereceu denúncia contra cinco investigados. As imputações submetidas ao júri de 2026 não são idênticas a todas as da fase inicial.

  7. 4 de setembro de 2020

    Conclusão do inquérito

    A Polícia Civil concluiu o inquérito com o indiciamento de cinco investigados, em imputações distintas.

  8. 16 de agosto de 2020

    Localização do corpo

    O corpo de Paula foi encontrado enterrado em uma área de mata na localidade de Rincão do Bugre, interior de Soledade.

  9. 4 de agosto de 2020

    Bolsa localizada

    Uma bolsa pertencente à jovem foi encontrada em um açude no bairro Ipiranga, em Soledade. Novas buscas foram realizadas.

  10. 23 e 24 de junho de 2020

    Diligências em Fontoura Xavier

    Dados da investigação indicaram que o celular de Paula havia estado em uma propriedade rural com açudes. O local foi vistoriado; não há confirmação de que o aparelho tenha sido encontrado ali.

  11. 16 e 22 de junho de 2020

    Primeiras prisões

    Prisões temporárias ocorreram durante a investigação. As buscas envolveram diferentes locais e equipes de segurança.

  12. 11 de junho de 2020

    Desaparecimento e investigação

    O pai comunicou o desaparecimento à Polícia Civil. A denúncia atribui a morte da jovem, por asfixia, à madrugada desse dia.

  13. 10 de junho de 2020

    Última noite antes do desaparecimento

    Paula deixou um encontro com amigos para encontrar um rapaz em uma residência no bairro Fontes. Segundo o Ministério Público, o convite foi utilizado para atraí-la ao local.

  14. Maio de 2020

    Mudança para Soledade

    Paula, natural de Encantado e criada em Fontoura Xavier, havia completado 18 anos e passou a morar com o pai em Soledade, buscando trabalho.

Fontes: retrospectiva do TJRS e sessões do Tribunal do Júri em Soledade, além da cobertura jornalística do ClicSoledade. Conteúdo sujeito a atualizações.

ACUSAÇÃO E PROCESSO

O que diz o Ministério Público

Segundo a denúncia, Paula teria sido atraída à residência sob pretexto de uma confraternização. A acusação atribui o homicídio a quatro homens e sustenta como possível motivação uma vingança ligada a agressões contra uma amiga da jovem e ao receio de divulgação de informações sobre atividades criminosas. Essas são alegações da acusação, e não uma afirmação de culpa.

Os acusados submetidos ao júri iniciado em outubro de 2026 são Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz e João Albino Abegg dos Santos. Os quatro respondem por homicídio qualificado; um deles também responde por ocultação de cadáver.

O Ministério Público apresentou denúncia contra cinco investigados em outubro de 2020, com imputações que passaram por etapas processuais posteriores. No julgamento atual, a responsabilidade individual dos quatro réus cabe ao Conselho de Sentença.

Atribuições: denúncia do Ministério Público e informações apresentadas pelo TJRS. As defesas têm direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.

CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA

O que dizem as defesas

Os advogados dos quatro acusados contestam a acusação e apresentam argumentos próprios sobre a participação atribuída a cada réu. Os pontos abaixo resumem as posições manifestadas durante o julgamento e em entrevistas à imprensa.

João Albino Abegg dos Santos

Negativa de participação e questionamento dos depoimentos

A defesa sustenta que João Albino não participou do crime. Questiona relatos indiretos, divergências nas declarações e os elementos utilizados para situá-lo no local dos fatos.

Dionatan Portella da Silva

Contestação da investigação

A defesa sustenta a inocência do acusado e aponta possíveis inconsistências na investigação. Também questiona a condição processual de uma pessoa que esteve no local dos fatos e posteriormente prestou depoimento como testemunha.

Micael Willian Rossi Ortiz

Críticas à natureza das provas

A defesa considera que a acusação se apoia principalmente em elementos indiciários e circunstanciais. Questiona a ausência de prova direta que, segundo sua avaliação, atribua responsabilidade criminal ao cliente.

Gesriel da Cunha Wedy

Negativa de autoria e análise individual

A defesa afirma que Gesriel não praticou o crime nem esteve no local e argumenta que a conduta de cada acusado deve ser analisada separadamente pelo Conselho de Sentença.

Informações reunidas em entrevistas concedidas pelos advogados de defesa à imprensa durante os dois primeiros dias do júri. Os textos resumem as posições das defesas, não conclusões judiciais sobre os fatos. A decisão sobre as acusações cabe ao Conselho de Sentença.

COBERTURA JORNALÍSTICA

Reportagens em vídeo

Entrevistas e atualizações da equipe sobre o julgamento, publicadas nas redes sociais.

COBERTURA EM VÍDEO

Vídeos e transmissões

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