O julgamento dos quatro acusados pela morte de Paula Perin Portes chegou à sua etapa decisiva na noite desta sexta-feira, 23 de outubro, após quatro dias de trabalhos na Câmara de Vereadores de Soledade. Com o encerramento dos debates entre o Ministério Público e as equipes de defesa, os sete integrantes do Conselho de Sentença foram encaminhados à sala reservada para a votação dos quesitos que definirão o resultado do júri.
Iniciado na terça-feira (20), o julgamento mobilizou testemunhas, acusados, promotores, advogados, servidores e integrantes do Poder Judiciário. Os trabalhos são presididos pelo juiz José Pedro Guimarães, responsável pela condução da sessão e pela sentença que será anunciada após a decisão dos jurados.
Ao todo, nove testemunhas foram ouvidas durante os dois primeiros dias, sendo quatro na terça-feira e cinco na quarta-feira (21). Na noite de quarta, também foram realizados os interrogatórios dos quatro réus: Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz, Gesriel da Cunha Wedy e João Albino Abegg dos Santos.
A quinta-feira (22) foi dedicada aos debates em plenário. Pela manhã, os promotores Marcos Paulo Frezza e Eugenio Paes Amorim apresentaram os argumentos do Ministério Público, sustentando o pedido de condenação dos acusados.
Na sequência, os advogados assistentes de acusação Salete Terezinha Canello e Alisson Doneda também se manifestaram. Durante a tarde e a noite, as quatro equipes de defesa apresentaram suas teses, contestando as provas da investigação e pedindo a absolvição dos respectivos clientes.
As manifestações se estenderam até aproximadamente as 21h. Diante do horário e do desgaste acumulado pelos participantes, o juiz José Pedro Guimarães decidiu suspender os trabalhos e deixar a réplica e a tréplica para esta sexta-feira.
O quarto dia de julgamento começou às 10h, com a retomada dos debates pelo Ministério Público. Os promotores responderam aos argumentos das defesas, revisitaram depoimentos e documentos e mantiveram o pedido de condenação dos quatro réus.
Durante a manifestação, uma jurada apresentou mal-estar e precisou de atendimento médico, ocasionando uma interrupção temporária. Após a avaliação, os trabalhos foram retomados.

Na sequência, os advogados voltaram à tribuna para a tréplica, última oportunidade de manifestação das defesas antes da votação. Essa etapa foi marcada por novas discussões sobre as provas, incluindo a interpretação de um laudo genético, os álibis apresentados e a participação atribuída a cada acusado.
A última manifestação foi realizada pelo advogado Manoel Pedro Silveira Castanheira, defensor de Dionatan. Com o encerramento de sua fala, o juiz consultou os jurados sobre a possibilidade de prosseguir para a decisão e determinou o encaminhamento à sala reservada.
Embora os depoimentos, interrogatórios e debates estejam encerrados, o Tribunal do Júri ainda não chegou ao fim.
Nesta etapa, cabe aos sete jurados responder, em votação sigilosa, aos quesitos relacionados à ocorrência do crime, à participação de cada acusado e às demais questões previstas para o julgamento.
A partir dessas respostas, será definido o resultado em relação a cada réu. Depois, o juiz José Pedro Guimarães deverá proferir a sentença, formalizando as decisões do Conselho de Sentença e, em caso de condenação, estabelecendo as penas correspondentes.
Até o momento desta atualização, o resultado não havia sido anunciado oficialmente. A sessão permanece em andamento, e a sentença será divulgada após a conclusão da votação e dos procedimentos judiciais correspondentes.

















